Voo mais longo da FAB entre Índia e Brasil ganha nota oficial e dura 18h45

Jota

19 de fevereiro de 2026

FAB-detalha-o-voo-entre-India-e-Brasil-e-explica-por-que-durou-18h45_Imagem-Esquadrao-Corsario

A nota oficial da Força Aérea Brasileira colocou números e contexto no voo mais longo da FAB entre Índia e Brasil. O registro institucional apontou 18h45 no trecho direto entre Nova Deli e Brasília, com execução do Esquadrão Corsário (2º/2º GT).

Em publicações anteriores, sites especializados e o próprio site AeroJota acompanharam o deslocamento por rastreadores públicos, que indicaram 18h52 para a mesma etapa. Agora, com a nota, a FAB assume o dado oficial e descreve como a missão foi planejada.

FAB-detalha-o-voo-entre-India-e-Brasil-e-explica-por-que-durou-18h45_Imagem-Flightradar24
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A FAB informou que o voo partiu de Nova Deli no domingo, 15/02/2026, com destino a Brasília, em uma etapa direta. Segundo o texto institucional, a duração total foi de 18 horas e 45 minutos, em missão intercontinental.

A nota também atribui a operação ao Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2º/2º GT), conhecido como Esquadrão Corsário, sediado na Base Aérea do Galeão (BAGL). Além disso, o comunicado enquadra o feito como novo recorde da FAB.

Para o AeroJota, vale um cuidado de nomenclatura que o leitor costuma perceber. A FAB usa “KC 30” no material institucional, enquanto o site mantém “C 30” quando não há confirmação pública de capacidade operacional de reabastecimento entregue. Ainda assim, nesta matéria, o foco está na nota oficial e no recorde reportado.

Antes da nota oficial, sites especializados e o AeroJota acompanharam o trecho Nova Deli Brasília por rastreadores públicos. Nesses serviços, a etapa apareceu com 18h52 de duração, conforme o histórico exibido.

Depois, a FAB publicou a duração oficial como 18h45. Assim, a referência principal desta matéria passa a ser o dado institucional, já que ele vem no texto que registra o recorde.

Ao mesmo tempo, vale lembrar que diferenças de minutos são comuns quando fontes usam critérios distintos. Por exemplo, um sistema pode contar a partir de um marco técnico diferente, enquanto outro usa timestamps públicos. Além disso, podem existir arredondamentos no relatório.

A nota oficial também explicou o motivo do retorno. Segundo o texto, a volta ao Brasil ocorreu com o fim da missão de apoio ao Escalão Avançado (ESCAV) da Presidência da República (PR), com atuação na Tunísia e na Índia.

Esse trecho é relevante porque responde a uma dúvida que aparece sempre que um voo chama atenção nos rastreadores. Nem toda etapa longa vem com briefing público detalhado, e a nota ajuda a fechar esse contexto de forma objetiva.

Outro ponto forte do comunicado é a descrição do caminho geral. A FAB relatou travessia do Mar Arábico, entrada no continente africano pela região do Chifre da África e, depois, cruzamento do Oceano Atlântico até o território brasileiro.

O texto institucional também diz que a aeronave ingressou no espaço aéreo nacional pela região Sudeste e seguiu até a capital federal. Além disso, a nota enfatiza a complexidade típica de missões de grande alcance, com planejamento e gestão criteriosa de combustível.

Aqui vale uma observação editorial que ajuda na credibilidade. A FAB descreve o perfil do trajeto por macro etapas, sem publicar uma “linha por linha” do caminho. Assim, a rota do rastreamento pode aparecer em mais detalhes, enquanto a nota oficial preserva o recorte operacional.

A nota oficial também trouxe comparação com o recorde anterior. Segundo a FAB, em outubro de 2025, o próprio 2º/2º GT havia registrado um deslocamento intercontinental sem escalas de 18h30. Com isso, a missão de 15/02/2026 superou a marca anterior.

Na prática, essa sequência mostra que o “voo mais longo da FAB” não foi um episódio isolado. Pelo relato institucional, o Esquadrão Corsário vem repetindo operações longas, o que reforça a curva de maturidade operacional citada no texto.

O comunicado inclui fala atribuída ao Chefe da Seção de Operações do Esquadrão Corsário, Major Aviador Willian Matos dos Santos. Ele afirma que missões desse porte validam preparo técnico, planejamento e integração entre setores, além de indicar continuidade desde o recorde de 2025.

Para o leitor, esse trecho tem valor por um motivo simples. Ele traduz “tempo de voo” em rotinas que quase nunca aparecem em notícias: coordenação de cabine, acompanhamento de desempenho e tomada de decisão contínua durante muitas horas.

Texto: Esquadrão Corsário (2º/2º GT).
Fotos: Esquadrão Corsário (2º/2º GT) e Flightradar24.
Edição: Aspirante Natália / Agência Força Aérea.

Tripulacao-do-C-30-que-fez-a-travessia-recorde-de-voo-India-Brasil_Imagem-Esquadrao-Corsario
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