Voos cancelados em Cuba por falta de combustível expõem nova fase da crise na ilha

Jota

12 de fevereiro de 2026

Crise-de-combustivel-em-Cuba-se-agrava-e-paralisa-aviacao-internacional_Imagem-Ilustrativa

A partir de 10 de fevereiro de 2026, Cuba passou a operar sem fornecimento de Jet A-1 em aeroportos internacionais. Com isso, companhias perderam o reabastecimento local e ajustaram voos imediatamente. A crise de combustível em Cuba entrou, nesta semana, em um estágio mais grave. As autoridades confirmaram a suspensão do fornecimento de Jet A-1. Esse combustível abastece a maioria dos voos comerciais.

A medida começou em 10 de fevereiro de 2026 e vai até 11 de março de 2026, conforme NOTAM emitido pelas autoridades de aeronáutica. Com isso, companhias internacionais perderam a opção de reabastecer na ilha.

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Com a restrição, companhias passaram a ajustar rotas e frequências. Por exemplo, Air Canada, WestJet e Air Transat suspenderam parte dos voos regulares. Em paralelo, algumas operações seguem apenas para repatriar passageiros.

Além disso, algumas empresas adotaram o tanking. Nessa prática, a aeronave decola com combustível suficiente para ida e volta. Assim, o voo não precisa abastecer em solo cubano.

Em outros casos, as companhias fazem escalas técnicas fora de Cuba. Desse modo, elas reabastecem em aeroportos do Caribe e seguem para o destino final.

A escassez também atinge gasolina e diesel. Por isso, o governo direcionou o combustível restante para serviços essenciais. Entre eles, entram ambulâncias, hospitais e distribuição de água.

Ao mesmo tempo, a venda ao público ficou ainda mais limitada. Como resultado, moradores enfrentam filas longas nos postos. Fora tudo disso, o transporte público sofre redução em várias regiões.

A falta de combustível também afeta a geração elétrica. Isso ocorre porque termelétricas dependem de insumos como diesel e óleo combustível. Consequentemente, várias províncias registram cortes prolongados de energia.

Em muitos locais, os apagões ocupam grande parte do dia. Assim, serviços e comércio enfrentam restrições. Além disso, a rotina da população perde previsibilidade.

O contexto geopolítico também pesa sobre o abastecimento. As restrições dos Estados Unidos aumentaram a pressão sobre cadeias de fornecimento. Nesse cenário, Cuba enfrenta mais dificuldade para garantir carregamentos regulares.

Ao mesmo tempo, parceiros e aliados de Cuba, discutem medidas de alívio. A Rússia, por exemplo, indicou intenção de enviar petróleo e combustível. No entanto, até o momento, não há confirmação pública de datas e volumes.

Na matéria anterior do AeroJota, o foco estava no alerta sobre a falta de combustível de aviação. Agora, o quadro mudou. Cuba confirmou a suspensão do Jet A-1 nos aeroportos internacionais.

Portanto, a situação deixou o campo do risco e entrou no campo da operação. Em outras palavras, o impacto já aparece em cancelamentos, repatriações e escalas técnicas. Além disso, a crise interna segue com racionamento e apagões.