Congonhas terá voos internacionais em 2028 e o plano já começou a sair do papel

Jota

12 de janeiro de 2026

Congonhas vai reaver voos internacionais em 2028_Imagem ilustrativa

O Aeroporto de Congonhas (CGH), na zona sul de São Paulo, pode retomar operações internacionais regulares. Esse retorno não acontece desde a década de 1980. A mudança ganha força com o projeto de expansão e modernização conduzido pela concessionária Aena Brasil.

Congonhas vai reaver voos internacionais em 2028_Imagem ilustrativa
Congonhas vai reaver voos internacionais em 2028_Imagem ilustrativa

A proposta mira a reintrodução de voos internacionais a partir de 2028. Além disso, o foco seria em rotas de curta e média distância na América do Sul. Entre os destinos citados, aparecem Buenos Aires, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai. Ainda assim, a operação depende de etapas regulatórias e de infraestrutura.

A modernização do aeroporto faz parte de um pacote de investimentos bilionário. Assim, a proposta envolve ampliar capacidade e melhorar a experiência do passageiro. Ao mesmo tempo, o objetivo é atender às exigências técnicas para uma operação internacional.

Entre as mudanças previstas, o projeto aponta:

  • novo terminal de passageiros, com área maior que a atual
  • aumento de posições para aeronaves, passando de 30 para 37
  • ampliação de pontes de embarque, de 12 para 19
  • criação de áreas para imigração, alfândega e inspeções sanitárias e agropecuárias

Dessa forma, a infraestrutura passaria a comportar processos que hoje não existem em Congonhas. Portanto, a internacionalização deixaria de ser apenas intenção e ganharia base operacional.

A internacionalização de Congonhas avançou com um parecer técnico favorável da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC). No entanto, esse passo não encerra o processo. Pelo contrário, a operação internacional exige validação de vários órgãos.

Além disso, as liberações passam por estruturas como Polícia Federal, Receita Federal e áreas de vigilância sanitária e agropecuária. Ao mesmo tempo, a ANAC precisa formalizar a designação e reconhecer que o aeroporto cumpre os requisitos. Assim, somente depois disso os voos internacionais podem começar.

Congonhas já teve voos internacionais comerciais até 1985. Depois disso, as operações foram transferidas para Guarulhos. Na prática, a região passou a concentrar o tráfego internacional no principal hub paulista. Ainda hoje, Guarulhos segue como a porta internacional mais relevante do estado.

Enquanto isso, Congonhas se consolidou como um dos aeroportos mais movimentados do Brasil. Além da alta demanda, sua localização urbana oferece conveniência para viagens corporativas e conexões domésticas. Por isso, a retomada internacional pode mudar o equilíbrio de rotas na região.

Por outro lado, essa mudança não significa substituir Guarulhos. Em vez disso, a tendência é atuar como complemento em rotas regionais. Assim, destinos como Buenos Aires e Montevidéu entram como alternativas realistas. Desse modo, o projeto pode ampliar a conectividade sul-americana a partir do centro de São Paulo.

O cronograma citado para a retomada internacional aponta 2028. A previsão acompanha a conclusão das obras do novo terminal e das estruturas de controle. No entanto, ainda há variáveis importantes no caminho. Entre elas, estão o ritmo das obras, a finalização das liberações e o interesse comercial das companhias aéreas.

Ainda assim, se o plano se confirmar, Congonhas terá um novo papel na malha aérea regional. Além disso, a mudança pode abrir espaço para novas ofertas e mais competitividade em rotas sul-americanas. Portanto, 2028 aparece como um marco possível, mas condicionado a entregas concretas.

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