Dos sete aeroportos afetados pelo terremoto na Colômbia, cinco continuam sem voos comerciais

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Jota A
11 de agosto de 2026

Um dia depois do forte terremoto que atingiu a Colômbia, os efeitos do tremor ainda são sentidos por passageiros e companhias aéreas. Dos sete aeroportos que tiveram as operações afetadas na segunda-feira (10), cinco continuam nesta terça-feira (11) sem voos comerciais.

O cenário, portanto, melhorou, mas ainda está longe da normalidade em parte da malha aérea colombiana.

Cali conseguiu retomar as operações depois das inspeções realizadas na infraestrutura aeroportuária. Além disso, Quibdó já não aparece na relação mais recente dos cinco aeroportos que permanecem com operações comerciais suspensas.

Por outro lado, Pereira, Manizales, Armenia, Cartago e Buenaventura continuam com restrições enquanto técnicos avaliam as condições das instalações.

A situação também mostra que o impacto do terremoto não ficou restrito à aviação executiva ou aos pequenos voos regionais. Afinal, aeroportos com operações comerciais regulares e até internacionais entraram na lista de terminais afetados.

Aeroportos danificados após terremto na Colombia_Imagem Ilustrativa
Aeroportos danificados após terremto na Colombia_Imagem Ilustrativa

Segundo as informações mais recentes divulgadas na Colômbia, permanecem suspensas as operações aéreas comerciais nos aeroportos abaixo:

Pereira — Aeroporto Internacional Matecaña

Manizales — Aeroporto La Nubia

Armenia — Aeroporto Internacional El Edén

Cartago — Aeroporto Santa Ana

Buenaventura — Aeroporto Gerardo Tobar López

Apesar da suspensão comercial, isso não significa necessariamente que os aeroportos estejam completamente fechados.

Durante o período de restrição, operações médicas e voos da aviação de Estado podem ocorrer. Dessa forma, a prioridade permanece voltada aos serviços considerados essenciais enquanto continuam as avaliações.

O Aeroporto Internacional Alfonso Bonilla Aragón, que atende Cali, apresentava uma preocupação adicional.

Além de movimentar um volume muito maior de passageiros, o terminal recebe tanto voos domésticos quanto internacionais.

Após o terremoto, as operações chegaram a ser suspensas enquanto equipes realizavam inspeções. Posteriormente, porém, o aeroporto recebeu autorização para retomar os voos.

A volta das operações em Cali representa uma mudança importante no cenário observado imediatamente após o tremor. Afinal, cerca de 150 voos estavam previstos para passar pelo aeroporto durante a segunda-feira.

Por isso, uma paralisação prolongada teria potencial para provocar reflexos muito maiores na malha aérea colombiana.

Aeroportos danificados após terremto na Colombia_Imagem Ilustrativa 1
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Quibdó também estava entre os sete aeroportos citados inicialmente após o terremoto.

O Aeroporto El Caraño sofreu danos em suas instalações. Além disso, as avaliações realizadas nos aeroportos administrados pela Airplan identificaram problemas principalmente em acabamentos, incluindo forros, fissuras e vidros quebrados.

Em Quibdó, também foi identificado problema relacionado à rede de combate a incêndio.

Entretanto, o aeroporto não aparece mais na relação mais recente dos cinco terminais que permanecem com os voos comerciais suspensos.

Isso não significa, necessariamente, que toda a operação esteja completamente normalizada. Por enquanto, a informação mais segura é que Quibdó deixou de integrar a lista atual de aeroportos com suspensão comercial.

Se Cali conseguiu retomar rapidamente as operações, a situação é diferente em Pereira.

O Aeroporto Internacional Matecaña continua entre os terminais com operações comerciais suspensas.

Imagens registradas depois do terremoto mostraram danos dentro do terminal, com partes do forro desprendidas e materiais espalhados pelas áreas utilizadas pelos passageiros.

Agora, porém, a preocupação vai além do que pode ser observado visualmente.

Antes da retomada dos voos, técnicos precisam verificar se as estruturas e os sistemas necessários para a operação aeroportuária oferecem condições adequadas de segurança.

Assim, esse processo ajuda a explicar por que alguns aeroportos conseguem voltar rapidamente enquanto outros permanecem com restrições.

A relação dos aeroportos atingidos também responde a uma dúvida que surgiu após as primeiras informações sobre o terremoto.

As suspensões não atingiram somente a aviação executiva.

Pereira e Armenia, por exemplo, possuem aeroportos internacionais. Já Cali, que chegou a suspender suas operações, mantém uma malha ainda mais ampla, com ligações domésticas e internacionais.

Ainda não existe, entretanto, um balanço consolidado indicando quantos voos internacionais foram efetivamente cancelados em consequência direta do terremoto.

Por isso, não é possível afirmar neste momento qual foi o impacto total sobre as ligações internacionais da Colômbia.

A suspensão das operações também obrigou as companhias aéreas que atendem os aeroportos afetados a ajustar suas programações.

Avianca, LATAM, JetSMART e empresas regionais estão entre as operadoras que mantêm voos para cidades atingidas pelas restrições. Por isso, cancelamentos, alterações de horários e mudanças na malha passaram a depender da situação de cada aeroporto.

Além disso, algumas companhias anunciaram medidas de flexibilidade para os passageiros afetados, incluindo possibilidades de remarcação ou reembolso.

Como as liberações podem ocorrer ao longo do dia, passageiros com voos para essas cidades devem consultar a situação diretamente com a companhia aérea antes de seguir para o aeroporto.

Aeroportos danificados após terremto na Colombia_Imagem Ilustrativa 2
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As avaliações não ficaram restritas aos sete aeroportos que apareceram nas primeiras informações depois do terremoto.

A Agência Nacional de Infraestrutura da Colômbia realizou inspeções nos 14 aeroportos sob concessão acompanhados pelo órgão.

O balanço preliminar não apontou danos considerados críticos nesse conjunto de aeroportos. Ainda assim, foram encontrados problemas em algumas instalações.

Essas inspeções são importantes porque um aeroporto aparentemente em boas condições pode precisar passar por verificações em diferentes estruturas antes da liberação das operações.

Por isso, pistas, terminais, sistemas de combate a incêndio, equipamentos aeroportuários e outras instalações fazem parte desse processo.

Nesta terça-feira, o quadro é o seguinte:

Em Pereira, os voos comerciais continuam suspensos.

Manizales também permanece sem voos comerciais.

No aeroporto de Armenia, as operações comerciais seguem suspensas.

Cartago continua com restrição aos voos comerciais.

Em Buenaventura, a suspensão comercial permanece.

Cali, por outro lado, já retomou as operações.

Quibdó deixou a relação mais recente de aeroportos com voos comerciais suspensos.

Assim, o número caiu de sete aeroportos afetados para cinco ainda sem operações comerciais. Agora, a próxima mudança depende das inspeções e das autorizações para que os voos possam voltar com segurança.

Jota A, é Veterano da Força Aérea Brasileira, Aviador, Motociclista e Empresário. Escreve sobre aviação há 10 anos.