Sete Aeroportos na Colômbia são fechados após forte terremoto
O terremoto na Colômbia fecha sete aeroportos nesta segunda-feira (10) e coloca parte da infraestrutura aérea do país diante de uma situação pouco comum. O forte tremor de magnitude 7,4 atingiu o oeste colombiano, provocou mortes, deixou feridos e causou danos em diferentes cidades.
As consequências chegaram também aos aeroportos. Enquanto equipes de emergência trabalham nas regiões atingidas, técnicos precisam verificar se pistas, terminais, torres de controle e outros sistemas oferecem condições para a retomada segura dos voos.
Até o momento, as operações comerciais foram suspensas em sete aeroportos. Entretanto, isso não significa que todos tenham sofrido o mesmo nível de dano.
Um deles concentra as imagens mais impressionantes divulgadas até agora. No Aeroporto Internacional Matecaña, em Pereira, passageiros encontraram partes do terminal tomadas por estruturas que desabaram durante o terremoto.

Terremoto atingiu o oeste da Colômbia
O forte tremor ocorreu na manhã desta segunda-feira e teve seu epicentro na região de San José del Palmar, no departamento de Chocó.
O movimento foi sentido em uma extensa área da Colômbia. No entanto, algumas das consequências mais graves apareceram no oeste do país, especialmente no Eixo Cafeeiro e em Chocó.
As autoridades iniciaram operações de busca e resgate, enquanto diferentes regiões passaram a avaliar os danos provocados pelo terremoto.
O número de vítimas ainda estava sendo atualizado até a publicação desta reportagem. Por isso, qualquer balanço divulgado nas primeiras horas após um desastre dessa dimensão deve ser considerado provisório.
Além das consequências humanas e dos danos em prédios, estradas e outras estruturas, o terremoto também atingiu uma infraestrutura fundamental para as próximas etapas da emergência: os aeroportos.
Sete aeroportos suspendem operações após terremoto
A autoridade de aviação civil da Colômbia determinou a suspensão das operações comerciais em aeroportos localizados nas regiões afetadas enquanto técnicos realizam inspeções de segurança.
Até o momento, a medida alcança aeroportos que atendem:
Pereira
Manizales
Quibdó
Armenia
Cartago
Buenaventura
Cali
A suspensão não significa necessariamente que todos tenham sofrido o mesmo nível de dano.
Depois de um terremoto de grande magnitude, estruturas aeroportuárias precisam passar por verificações antes que aeronaves e passageiros possam voltar a utilizá-las normalmente.
Essas inspeções podem envolver pistas, pátios, taxiways, terminais de passageiros, torres de controle, sistemas elétricos, equipamentos de navegação e outras instalações necessárias para manter uma operação aérea segura.
Além disso, novas réplicas podem alterar rapidamente uma situação inicialmente considerada estável.

Aeroporto de Pereira tem terminal seriamente danificado
As imagens mais impressionantes divulgadas até agora vieram do Aeroporto Internacional Matecaña, que atende Pereira.
Partes do revestimento e de estruturas internas do terminal caíram durante o terremoto. Fotografias e vídeos mostram grandes quantidades de material espalhadas pelas áreas utilizadas pelos passageiros.
O cenário ajuda a explicar por que as operações foram interrompidas.
No entanto, é importante fazer uma distinção.
Apesar da dimensão dos danos visíveis no terminal, as informações disponíveis até o momento não permitem afirmar que o Aeroporto Internacional Matecaña tenha sido completamente destruído.
Também não há confirmação, até agora, de destruição da pista.
Por isso, embora algumas imagens possam transmitir essa impressão, é mais correto afirmar que o aeroporto sofreu danos importantes e teve suas operações suspensas enquanto sua infraestrutura passa por avaliações.
Aeroporto de Cali também entra na lista
A situação ganhou ainda mais importância para a aviação colombiana quando o Aeroporto Internacional Alfonso Bonilla Aragón, que atende Cali, também entrou na relação de aeroportos com restrições.
Cali representa um mercado aéreo muito maior do que vários dos aeroportos regionais inicialmente atingidos.
Consequentemente, uma interrupção prolongada pode provocar alterações na malha aérea, cancelamentos, desvios de aeronaves e necessidade de reacomodação de passageiros.
Entretanto, neste primeiro momento, a prioridade das autoridades não está na regularização da programação comercial.
Está na segurança das instalações.

Aeroportos passam a ter outro papel depois de uma tragédia
Existe ainda outra razão para acompanhar atentamente a situação dos sete aeroportos.
Quando uma região enfrenta um grande desastre natural, o aeroporto deixa de ser apenas uma infraestrutura destinada aos voos comerciais.
Ele pode se transformar em uma das principais portas de entrada para equipes de busca e salvamento, medicamentos, alimentos, equipamentos, profissionais de saúde e ajuda humanitária.
A infraestrutura aérea também pode permitir evacuações e operações aeromédicas quando estradas estão bloqueadas ou quando o deslocamento por terra se torna difícil.
Por isso, manter pelo menos parte da capacidade operacional desses aeroportos pode ser importante para as próprias ações de emergência.
A suspensão dos voos comerciais, portanto, não significa necessariamente o fechamento absoluto da infraestrutura para qualquer aeronave.
Região já enfrentou outro terremoto devastador
O terremoto desta segunda-feira também recupera uma lembrança dolorosa para a região.
Em 25 de janeiro de 1999, um terremoto de magnitude 6,2 atingiu o Eixo Cafeeiro colombiano e provocou enorme destruição, principalmente em Armenia e outras cidades próximas.
Naquela ocasião, os aeroportos também sentiram as consequências.
Um relatório técnico produzido posteriormente sobre o desastre registrou problemas na torre de controle e danos no terminal do aeroporto de Armenia. Os voos foram suspensos, embora a pista não tivesse sido danificada e pudesse posteriormente receber operações de emergência.
Em Pereira, o Aeroporto Matecaña sofreu danos menores e a interrupção das operações foi relativamente breve.
Agora, 27 anos depois, aeroportos da mesma região voltam a enfrentar as consequências de um grande terremoto.
Desta vez, porém, as primeiras imagens de Pereira mostram danos muito mais evidentes no terminal.






