EMB-110 Bandeirante atravessa Macapá e ganha novo destino histórico
Quem passou por algumas ruas de Macapá nesta semana pode ter tido a sensação de estar vendo algo fora do comum. O antigo avião Bandeirante do Amapá apareceu longe do aeroporto e seguiu lentamente por avenidas da capital diante de moradores curiosos, celulares apontados e muitas perguntas. Afinal, não é comum ver uma aeronave cruzando a cidade sobre rodas em vez de sobrevoar o céu.
A cena chamou ainda mais atenção porque, para muita gente, aquele parecia apenas mais um avião antigo sendo transportado. Entretanto, poucos imaginavam que aquela aeronave carregava décadas de história, missões importantes e uma ligação direta com a formação do próprio estado.

Uma viagem que reviveu parte da história da aviação local
O transporte do Embraer EMB-110 Bandeirante aconteceu na quinta-feira e levou a aeronave até o Parque Residência, espaço cultural localizado às margens do Rio Amazonas. Durante o trajeto, o avião percorreu a Avenida FAB, local que guarda uma curiosidade pouco conhecida por muitos moradores.
Antes de se tornar uma avenida tradicional da cidade, aquela área funcionava como pista de pousos e decolagens da antiga Macapá. Assim, o deslocamento acabou criando uma espécie de reencontro histórico entre a aeronave e um dos primeiros capítulos da aviação local.
Enquanto moradores acompanhavam a operação, equipes do governo realizaram o transporte utilizando planejamento especial devido às dimensões da aeronave.
O avião realizou missões fundamentais dentro do estado
Fabricado pela Embraer em 1975, o bimotor chegou ao Amapá ainda durante o período do antigo Território Federal. Posteriormente, passou a atuar em missões consideradas essenciais para integração de diversas regiões.
Ao longo da sua trajetória, a aeronave realizou transporte de vacinas, medicamentos, mantimentos, autoridades e pacientes em estado grave para localidades isoladas. Em uma época em que muitos acessos ainda eram difíceis, voar representava muito mais do que deslocamento.
Além disso, registros oficiais apontam que o Bandeirante participou de mais de 200 missões durante sua operação. Existem informações com pequenas divergências sobre o período exato de encerramento das atividades. Entretanto, o avião permaneceu por décadas prestando serviços ao estado.
O novo destino transforma a aeronave em peça de memória histórica
Agora restaurado, o EMB-110 Bandeirante deixará de cumprir missões aéreas para assumir uma nova função em solo. O avião passará a integrar o acervo permanente do Parque Residência, espaço que está sendo preparado como área de convivência, turismo e preservação histórica.
Mais do que uma exposição estática, a iniciativa busca aproximar novas gerações de uma parte importante da história regional. Para muitos visitantes, será a primeira oportunidade de observar de perto uma aeronave que ajudou a conectar comunidades em uma época muito diferente da realidade atual.
Talvez o detalhe mais curioso seja justamente esse: depois de décadas aproximando pessoas pelos céus, o Bandeirante continuará fazendo exatamente a mesma coisa, mas agora em terra firme.
Fonte: Governo do Amapá / Agência Amapá
Crédito das Imagens: Governo do Amapá







