Aeronave da Aviação Naval seguirá para o Museu Oceanográfico da Univali, onde ficará ao lado do helicóptero SH-3 N-3012 na Praça Aeronaval Amazônia Azul
O avião A-4 da Marinha do Brasil em Balneário Piçarras (SC) iniciará uma nova fase como peça de preservação histórica da Aviação Naval brasileira. O A-4 Skyhawk de matrícula N-1012, da Marinha do Brasil, foi destinado ao Museu Oceanográfico da Univali, no litoral norte de Santa Catarina. No local, a aeronave ficará exposta como monumento histórico em área externa de visitação.
A chegada do caça ao litoral norte de Santa Catarina é esperada para a tarde desta quinta-feira. Já na sexta-feira, deve começar o processo de montagem da aeronave no espaço expositivo. Como a instalação exige trabalho técnico cuidadoso, essa etapa poderá durar de duas a três semanas. Depois disso, o local ainda deverá passar por uma fase complementar de preparação antes da solenidade oficial.

Museu Oceanográfico da Univali já abriga helicóptero da Marinha
O novo avião não ficará sozinho. O N-1012 será exposto ao lado do helicóptero SH-3 N-3012, que o museu recebeu em 2024. Assim, o espaço reunirá uma aeronave de asa fixa e outra de asa rotativa. Com isso, a proposta da Praça Aeronaval Amazônia Azul ganhará ainda mais força.
A presença das duas aeronaves amplia o valor histórico do local. Além disso, o conjunto deve atrair visitantes interessados em aviação naval, história militar e turismo temático. Por isso, a chegada do A-4 representa mais do que uma simples instalação decorativa.

N-1012 leva para Santa Catarina parte da história da Aviação Naval
O N-1012 pertence à família AF-1 Skyhawk operada pela Marinha do Brasil. Essas aeronaves marcaram uma fase importante da aviação de caça embarcada no país. Além disso, o modelo se tornou um dos símbolos mais conhecidos da Aviação Naval brasileira nas últimas décadas.
No caso do N-1012, o valor histórico é ainda maior. Registros especializados mostram a aeronave em operação embarcada no antigo NAe São Paulo. Portanto, o exemplar preservado em Balneário Piçarras não será apenas uma peça estática. Ele representará uma parte real da história operacional da Marinha do Brasil.

Primeiro monumento do A-4 da Marinha fora do estado do Rio de Janeiro
A transferência do N-1012 para Balneário Piçarras marca um fato inédito. O avião será o primeiro A-4 da Marinha do Brasil exposto fora do estado do Rio de Janeiro. Esse detalhe reforça a relevância da doação e amplia o peso simbólico da iniciativa.
Até agora, os exemplares preservados da frota estavam concentrados em território fluminense. Agora, Santa Catarina passará a abrigar um dos caças mais conhecidos da história da Aviação Naval brasileira. Dessa forma, o público da região Sul ganhará acesso direto a um marco importante da memória militar nacional.

Novo monumento deve reforçar a visitação em Balneário Piçarras
A chegada do A-4 deve fortalecer ainda mais a visitação ao Museu Oceanográfico da Univali. O espaço já possui grande relevância científica e turística. Agora, também passará a chamar atenção de admiradores da aviação e da história naval brasileira.
Além disso, o conjunto formado pelo SH-3 N-3012 e pelo A-4 N-1012 deve transformar a praça temática em um dos pontos mais curiosos do litoral catarinense. A proposta une educação, memória e turismo em um mesmo ambiente. Assim, Balneário Piçarras ganha mais um atrativo com potencial de repercussão regional e nacional.
Montagem do A-4 N-1012 deve levar até três semanas em Balneário Piçarras
A montagem do A-4 N-1012 deve começar na sexta-feira, após a chegada prevista da aeronave ao litoral catarinense. Como o processo exige ajustes técnicos e preparação estrutural, essa etapa poderá levar de duas a três semanas. Ao mesmo tempo, o espaço ao redor das aeronaves também deverá passar por revitalização.
Por isso, a inauguração oficial ainda não tem data definida. A solenidade deverá ocorrer apenas depois da conclusão de toda a preparação do ambiente, incluindo o entorno da área expositiva. Assim, a expectativa segue alta entre moradores, turistas e entusiastas da aviação militar, que aguardam a abertura completa do novo monumento histórico.






