Avião da PM de Minas Gerais cai e mata três pilotos durante voo de treinamento

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Jota A
11 de outubro de 2026

A queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais provocou a morte de três oficiais na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço. A aeronave, um Beechcraft B300 Super King Air, matrícula PP-EJO, participava de uma atividade de avaliação de pilotos quando ocorreu o acidente.

O caso ganhou novos detalhes nas horas seguintes, principalmente sobre a missão realizada e os últimos movimentos da aeronave. Entretanto, a sequência dos acontecimentos ainda exige esclarecimentos técnicos.

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A aeronave, identificada operacionalmente como Pégasus 17, pertencia à estrutura de aviação da Polícia Militar de Minas Gerais.

Segundo informações divulgadas pela corporação, os militares realizavam um voo de rechecagem anual de habilitação. Esse procedimento permite avaliar a proficiência dos pilotos e verificar a manutenção das competências necessárias à operação da aeronave.

Portanto, não se tratava de uma ocorrência policial convencional, mas de uma atividade relacionada à qualificação operacional dos tripulantes.

O avião havia partido do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com destino ao Aeroporto Regional do Vale do Aço, que atende Ipatinga e municípios vizinhos.

De acordo com informações divulgadas pelo Estado de Minas, a aeronave pousou no aeroporto regional às 15h59. Posteriormente, teria realizado uma nova decolagem, antes da queda registrada nas proximidades do terminal.

Essa sequência é relevante para a investigação, mas ainda não permite estabelecer o que provocou o acidente.

Entre as vítimas estava o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, comandante do Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado.

O oficial acumulava mais de 5 mil horas de voo, experiência significativa na atividade aérea. Outros dois integrantes da Polícia Militar também morreram na ocorrência.

A PMMG lamentou a perda dos militares e prestou solidariedade às famílias, aos amigos e aos integrantes da corporação.

O Governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias. Os corpos foram liberados pelo Instituto Médico-Legal no sábado, 10 de outubro, e as homenagens ocorreram na Academia de Polícia Militar, em Belo Horizonte.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública também divulgou uma nota de pesar.

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O PP-EJO era um Beechcraft Super King Air 300, bimotor turboélice fabricado em 1986 e utilizado pela PMMG em diferentes missões.

Entre suas atividades estavam o transporte de equipes policiais, deslocamentos operacionais e apoio a operações aeromédicas, incluindo o transporte de órgãos para transplantes.

Conforme informações apresentadas pela corporação à imprensa, o avião havia passado por modernização e estava com as revisões e a documentação em dia.

Entretanto, a regularidade documental e a experiência dos tripulantes não permitem antecipar conclusões sobre as circunstâncias da queda.

Além do tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, de 49 anos, morreram as primeiras-tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35 anos, e Alice Almeida, de 34 anos.

Gabriela foi a primeira mulher habilitada para pilotar aeronaves de asa fixa no Comando de Aviação do Estado. Ela havia retornado recentemente da licença-maternidade.

Alice, natural de Governador Valadares e criada em Caratinga, também construiu sua trajetória profissional até chegar à aviação policial.

As duas oficiais acumulavam aproximadamente 300 horas de voo cada. A perda dos três aviadores representa um momento de luto para a corporação e para a comunidade aeronáutica.

O Cenipa, órgão da Força Aérea Brasileira responsável pela investigação de acidentes aeronáuticos, iniciou os trabalhos de ação inicial no local da queda.

A investigação deverá reunir informações sobre as condições da aeronave, os procedimentos realizados, o ambiente operacional e os registros disponíveis do voo.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram fumaça e fogo na região do acidente. Entretanto, esses registros não esclarecem o que aconteceu antes do impacto.

A Polícia Civil de Minas Gerais também atua na apuração, dentro de suas atribuições legais.

Até o momento, não existe conclusão oficial sobre a causa do acidente.

O site AeroJota Notícias de Aviação acompanha os desdobramentos e manifesta solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de serviço dos três policiais militares.

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A aviação policial desempenha atividades que exigem treinamento contínuo, manutenção rigorosa e procedimentos específicos de segurança operacional.

Em fevereiro de 2026, o AeroJota noticiou um acidente com helicóptero da PM do Paraná, que tombou durante um pouso de emergência em Matelândia.

Em outra ocorrência, registrada em janeiro de 2025, helicópteros Águia da Polícia Militar de São Paulo participaram das buscas após a queda de um helicóptero em Caieiras.

Esses episódios demonstram diferentes situações enfrentadas pela aviação policial, tanto em operações com suas próprias aeronaves quanto no apoio a emergências.

Jota A, é Veterano da Força Aérea Brasileira, Aviador, Motociclista e Empresário. Escreve sobre aviação há 10 anos.