Coxinha de R$ 27 em aeroporto de São Paulo surpreende passageira e viraliza

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Jota A
8 de outubro de 2026
Brasileira que voltou dos Estados Unidos se assusta com os preços da alimentação e reacende discussão sobre os custos dos serviços aeroportuários

Uma coxinha de R$ 27 em aeroporto de São Paulo chamou a atenção nas redes sociais após uma passageira brasileira compartilhar sua surpresa com os preços encontrados durante uma viagem.

O episódio aconteceu no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, e rapidamente ganhou repercussão. Entretanto, o caso levantou uma discussão que vai muito além do valor de um salgado.

Para quem viaja frequentemente, os gastos com alimentação podem representar uma parcela considerável das despesas. Mas existe uma explicação econômica por trás dos preços praticados nos terminais aeroportuários.

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A protagonista da história é Renata, nas redes sociais erika sakaguti, uma criadora de conteúdo que retornou ao Brasil depois de passar dois anos nos Estados Unidos.

Ao procurar algo para comer no Aeroporto de Viracopos, encontrou uma coxinha sendo vendida por R$ 27,39. A surpresa aumentou quando considerou comprar também uma água de coco em caixinha (R$ 31,79), elevando a despesa para aproximadamente R$ 60, se vc estiver viajando em casal e dois filhos a conta é bem alta.

A situação provocou comentários sobre os preços da alimentação nos aeroportos e trouxe novamente à discussão uma reclamação conhecida de muitos passageiros.

Os estabelecimentos instalados em aeroportos operam em condições diferentes daquelas encontradas no comércio convencional.

Além dos custos com funcionários, equipamentos e mercadorias, restaurantes e lanchonetes precisam considerar despesas relacionadas ao aluguel dos espaços comerciais.

Também existem exigências operacionais e de segurança, especialmente para estabelecimentos localizados nas áreas restritas dos terminais.

Outro fator é a logística de abastecimento, que pode exigir procedimentos específicos para a entrada de produtos e funcionários.

Entretanto, essas condições não significam que todos os preços elevados sejam automaticamente justificados. A política comercial de cada estabelecimento também influencia o valor final pago pelo consumidor.

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Um aspecto pouco conhecido pelos passageiros é que restaurantes, cafeterias, lojas e estacionamentos também contribuem para a receita das concessionárias aeroportuárias.

Em outubro de 2025, o AeroJota já havia abordado os preços da alimentação nos aeroportos, após declarações de um diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

No modelo de concessões aeroportuárias, as empresas administradoras podem obter receitas tarifárias e não tarifárias. Estas últimas incluem a exploração comercial dos espaços destinados a restaurantes, lojas e outros serviços.

Entretanto, isso não significa que o valor integral de cada produto vendido seja destinado à concessionária. Parte da receita permanece com o estabelecimento comercial responsável pela venda.

Essa relação já foi discutida pela própria ANAC.

As receitas comerciais podem contribuir para o equilíbrio econômico-financeiro das concessões e, dependendo das regras contratuais, favorecer a modicidade das tarifas aeroportuárias.

Entretanto, é importante destacar que a agência regula as tarifas aeroportuárias, não o preço individual de uma coxinha ou de uma água de coco.

Em julho de 2026, por exemplo, a ANAC anunciou novos tetos tarifários para Viracopos e Guarulhos, conforme os mecanismos previstos nos contratos de concessão.

O caso da coxinha de R$ 27 demonstra como despesas adicionais podem pesar no orçamento de uma viagem.

Para famílias, passageiros em conexões prolongadas ou pessoas que precisam permanecer várias horas nos aeroportos, alimentação e bebidas podem representar gastos significativos.

Por outro lado, as concessionárias dependem de receitas comerciais para complementar a arrecadação proveniente das atividades aeroportuárias.

O desafio está em conciliar a sustentabilidade econômica dos terminais com serviços acessíveis aos passageiros.

A experiência de Renata em Viracopos reacendeu uma discussão que ultrapassa os limites de um único aeroporto.

Afinal, se restaurantes e lojas ajudam a financiar a infraestrutura aeroportuária, qual seria o equilíbrio adequado entre os interesses comerciais e os preços pagos pelos passageiros?

Jota A, é Veterano da Força Aérea Brasileira, Aviador, Motociclista e Empresário. Escreve sobre aviação há 10 anos.