Diretor de Segurança de Voo do Aeroclube de Marília fala ao Porta de Hangar sobre crise no Aeroclube e a relação com a Rede VOA
A entrevista no Porta de Hangar sobre o Aeroclube de Marília recolocou o caso entre os temas mais sensíveis da aviação regional brasileira. Na noite de 14 de abril de 2026, o Diretor de Segurança de Voo do Aeroclube de Marília, comandante Jolando Gatto, falou ao fotógrafo aeronáutico e youtuber Ricardo Beccari sobre fatos que, segundo a entidade, agravaram o ambiente no aeroporto de Marília.

O episódio citado na entrevista remete ao dia 28 de março de 2026
Como o site AeroJota já mostrou em cobertura anterior, o episódio citado na conversa remonta ao dia 28 de março, durante uma instrução de voo com planador. Segundo o relato de Jolando Gatto no programa, uma viatura operacional da Rede VOA parou à frente do avião rebocador. Com isso, a instrução e a decolagem foram interrompidas.
Na sequência, ainda conforme a entrevista, a concessionária acionou a Polícia Militar do Estado de São Paulo. A informação repassada foi de invasão de pista, presença de menores e circulação de veículo não autorizado.
Presença policial ampliou a repercussão do caso em Marília
A ocorrência mobilizou rapidamente equipes no aeródromo. No entanto, segundo a versão narrada pelo Diretor de Segurança de Voo, os policiais não encontraram nada de anormal no local. Mesmo assim, eles precisaram dar sequência ao chamado.
Depois disso, a Polícia Federal também compareceu ao aeroporto. Segundo esse relato apresentado na entrevista, os agentes igualmente não constataram irregularidades.
Cancelamento de credenciais agravou o ambiente no aeroclube
No dia seguinte, já na sede da Polícia Federal, representantes do Aeroclube de Marília descobriram que a Rede VOA havia cancelado as credenciais de acesso da diretoria, de instrutores e de alunos. Segundo Jolando Gatto, a medida ocorreu de forma unilateral, sem aviso prévio e sem possibilidade imediata de contestação.
Para o Diretor de Segurança de Voo, esse ponto é especialmente grave. O Aeroclube de Marília é uma instituição de ensino aeronáutico com 86 anos de história. Portanto, surgiu antes da criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941. Por isso, a entidade sustenta que o aeroclube, seus alunos, seus instrutores e sua diretoria não podem ser tratados como invasores.
Entrevista no Porta de Hangar também trouxe críticas ao aeroporto
Ainda durante a entrevista, o Cmte Jolando Gatto afirmou que a entidade já adotou medidas judiciais e mantém outras em andamento contra a concessionária. Segundo ele, essas ações se baseiam em supostas violações ao RBAC, o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil, dentre outros.
Além disso, Jolando declarou que a Rede VOA já pediu o despejo do aeroclube no passado. Segundo ele, a Justiça levou esse caso para análise e determinou a permanência do aeroclube em funcionamento até decisão final.
Jolando também chamou atenção para o estado do Aeroporto de Marília. Segundo ele, a concessionária não realizou as obras prometidas. Além disso, o terminal antigo apresenta infiltrações, rachaduras, vidros quebrados, falta de acessibilidade, calçadas danificadas e fiação exposta, dentro outros abandono.
Na mesma entrevista, o dirigente afirmou que o aeroporto recebe apenas um voo noturno com aeronave ATR. Na visão do Aeroclube, esse cenário afasta a ideia de conflito relevante entre a instrução de voo e aviação. Para entender melhor esse novo capítulo, o público pode assistir à íntegra da entrevista no programa Porta de Hangar, de Ricardo Beccari, exibido em 14 de abril de 2026. com link abaixo.





