B-52 dos Estados Unidos cai após decolagem; bombardeiro voa desde a Guerra Fria

Jota

15 de junho de 2026

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Um B-52 dos Estados Unidos cai após decolagem e protagoniza um dos acidentes militares mais comentados desta segunda-feira (15). Poucos segundos após deixar o solo de uma importante base aérea americana, um enorme rastro de fumaça começou a chamar a atenção de moradores, militares e equipes de emergência no deserto da Califórnia.

As primeiras imagens divulgadas mostraram uma extensa área carbonizada e uma grande coluna de fumaça escura visível a quilômetros de distância. Enquanto isso, autoridades norte-americanas iniciaram uma ampla operação de resposta, mas ainda mantêm sob sigilo diversas informações sobre a ocorrência.

Diante da dimensão do acidente, a expectativa agora gira em torno das condições da tripulação e das possíveis causas da queda.

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De acordo com informações divulgadas pela Força Aérea dos Estados Unidos, o Boeing B-52 Stratofortress caiu às 11h20 no horário local, logo após decolar da Base Aérea de Edwards, localizada no Deserto de Mojave, cerca de 160 quilômetros ao norte de Los Angeles.

Equipes de emergência foram acionadas imediatamente e seguiram para o local do impacto. Imagens aéreas registradas por emissoras de televisão mostraram uma área destruída equivalente ao tamanho aproximado de um campo de futebol. Além disso, praticamente não era possível identificar grandes partes da aeronave nos destroços.

Até o fechamento desta reportagem, as autoridades americanas ainda não haviam informado oficialmente o número de vítimas, sobreviventes ou se houve ejeção da tripulação.

Pouco depois da queda, o comando da base determinou o fechamento do aeródromo. Como consequência, aeronaves que tinham pouso programado em Edwards foram desviadas para outros aeroportos militares. Além disso, a emissão de passes para visitantes civis foi suspensa por tempo indeterminado.

A medida permitiu que bombeiros, equipes médicas e investigadores atuassem com prioridade total na área do acidente. Segundo relatos locais, um pequeno incêndio atingiu a vegetação ao redor do local da queda, mas foi rapidamente controlado pelas equipes de combate ao fogo.

O Boeing B-52 Stratofortress ocupa um lugar raro na história da aviação militar. Projetado no início da Guerra Fria, o bombardeiro pesado entrou em serviço nos anos 1950 e ainda permanece como uma das principais plataformas estratégicas da Força Aérea dos Estados Unidos.

Conhecido pelo apelido BUFF, sigla informal para “Big Ugly Fat Fellow”, sigla informal para ‘Grande, Feio e Gordo Companheiro’, o B-52 chama atenção pelo tamanho, pela longevidade e pela capacidade de adaptação. Mesmo sem furtividade e sem velocidade supersônica, o modelo continua relevante porque carrega grande volume de armamentos e opera em missões de longo alcance.

A Boeing produziu centenas de unidades entre as décadas de 1950 e 1960. Hoje, a frota ativa utiliza a versão B-52H, a última variante fabricada. Além disso, os aviões ainda em serviço passam por um amplo programa de modernização, com novos motores Rolls-Royce F130, radar atualizado e sistemas digitais.

Com essas melhorias, a USAF pretende manter o B-52 em operação até a década de 2050. Caso essa previsão se confirme, algumas células poderão se aproximar de 100 anos de serviço militar, um feito praticamente sem paralelo na história da aviação de combate.

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Além dos números impressionantes, o B-52 Stratofortress também carrega histórias que ajudam a explicar sua fama. A aeronave está em serviço há tanto tempo que diferentes gerações de militares americanos, da mesma família, já passaram pela cabine do mesmo modelo ao longo das décadas.

Outro detalhe curioso está nas asas. Com 56,4 metros de envergadura, elas têm grande flexibilidade e podem mudar bastante de posição entre o solo e o voo. Por isso, o B-52 usa pequenas rodas de apoio próximas às pontas das asas, chamadas de outrigger wheels, que ajudam a proteger a estrutura durante operações em solo.

O bombardeiro também não tenta esconder sua presença. Ao contrário de aeronaves furtivas, como o B-2 Spirit e o futuro B-21 Raider, o B-52 aposta em alcance, carga bélica e capacidade de lançar armamentos a grandes distâncias. Assim, sua força está menos na surpresa e mais na presença estratégica.

Há ainda uma característica incomum na partida dos motores. Em situações específicas, o B-52 pode usar cartuchos pirotécnicos para acelerar o acionamento dos motores. Esse sistema reduz o tempo de preparação da aeronave e marcou a lógica operacional da Guerra Fria, quando cada minuto poderia fazer diferença.

As causas do acidente permanecem desconhecidas. Por isso, a Força Aérea dos Estados Unidos deverá conduzir uma investigação técnica completa sobre a queda.

Nos próximos dias, novas informações podem esclarecer o estado da tripulação, o perfil da missão e os primeiros indícios sobre a ocorrência.