Passageiro é parcialmente sugado para fora de Boeing 737 após janela se romper em voo

Jota

13 de julho de 2026

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Um passageiro sugado para fora de Boeing 737 transformou um voo entre a Grécia e a Alemanha em uma das ocorrências mais raras e perigosas da aviação comercial. Poucos minutos após a decolagem, um forte estrondo interrompeu a tranquilidade dentro da cabine. Em seguida, as máscaras de oxigênio caíram e uma janela se rompeu, projetando parte do corpo do homem para fora da aeronave.

O incidente ocorreu na sexta-feira 10 de julho de 2026, durante o voo FR1879, operado pela Malta Air para a Ryanair, entre Thessaloniki, na Grécia, e Memmingen, na Alemanha. Embora todos os ocupantes tenham sobrevivido, o episódio mobilizou autoridades aeronáuticas de diferentes países e passou a ser tratado como um caso de grande interesse para a segurança operacional.

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O que aconteceu durante o voo

O Boeing 737-800, matrícula 9H-QEU, havia acabado de decolar quando, durante a subida inicial, a tripulação percebeu uma emergência envolvendo o motor direito. Pouco depois, passageiros ouviram um estrondo seguido pela rápida perda de pressão dentro da cabine.

Em questão de segundos, uma das janelas ao lado da asa direita foi destruída. O homem que ocupava aquele assento, um cidadão sérvio de 61 anos, teve parte do corpo projetada para fora da aeronave pela diferença de pressão entre o interior da cabine e o ambiente externo.

Como estava utilizando corretamente o cinto de segurança, ele não foi totalmente sugado para fora de Boeing 737 e deixasse completamente a aeronave. Passageiros próximos e integrantes da tripulação conseguiram segurá-lo e puxá-lo novamente para dentro do avião enquanto o comandante iniciava imediatamente os procedimentos de emergência.

Logo após a despressurização, as máscaras de oxigênio foram liberadas automaticamente para todos os passageiros.

Enquanto isso, os pilotos interromperam a subida e iniciaram uma descida rápida para uma altitude onde a respiração pudesse ocorrer normalmente sem auxílio dos sistemas de oxigênio da aeronave.

O Boeing permaneceu voando por tempo suficiente para consumir parte do combustível antes de retornar ao Aeroporto Internacional de Thessaloniki, onde realizou um pouso de emergência sem novos incidentes.

O passageiro ferido foi levado a um hospital com lesões no pescoço, ombros e queimaduras provocadas pelo intenso fluxo de ar. Segundo as autoridades médicas, ele não corre risco de morte.

Embora a investigação ainda esteja em andamento, as informações preliminares apontam para uma falha não contida no motor direito CFM56.

Segundo fontes ligadas à investigação, fragmentos desprendidos do motor podem ter atingido a fuselagem e quebrado completamente a janela da cabine, provocando a despressurização.

Imagens divulgadas após o pouso mostram danos visíveis na nacele do motor direito, reforçando essa hipótese. Entretanto, os investigadores ainda analisam todos os componentes antes de confirmar oficialmente a sequência exata dos acontecimentos.

A gravidade do incidente levou a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) a nomear um assessor técnico para acompanhar oficialmente a investigação.

Além da EASA, participam dos trabalhos especialistas da autoridade responsável pela investigação, representantes da Boeing, da fabricante dos motores CFM International e também investigadores norte-americanos.

O objetivo é determinar exatamente como ocorreu a falha, verificar se existem riscos semelhantes em outras aeronaves e, se necessário, recomendar mudanças em procedimentos de manutenção ou inspeção.

Embora cenas como essa apareçam com frequência em filmes, situações desse tipo raramente ocorrem na aviação comercial.

Neste caso, um fator simples provavelmente salvou a vida do passageiro: o uso correto do cinto de segurança.

Quando uma despressurização rápida ocorre, o ar da cabine escapa com violência pela abertura criada na fuselagem. Por isso, objetos soltos podem seguir na mesma direção. Além disso, uma pessoa sentada ao lado da abertura pode ter parte do corpo projetada para fora.

No entanto, o cinto mantém o passageiro preso ao assento e reduz o risco de ejeção completa. Dessa forma, outras pessoas conseguem prestar auxílio com maior rapidez.


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Caso lembra acidente ocorrido em 2018

O episódio também apresenta semelhanças com um acidente envolvendo um Boeing 737 da Southwest Airlines, em 2018.

Naquela ocasião, uma falha grave em um dos motores lançou fragmentos contra a fuselagem e destruiu uma janela. Uma passageira teve parte do corpo projetada para fora da aeronave e não resistiu aos ferimentos.

Depois daquele acidente, autoridades determinaram inspeções e modificações em motores da mesma família.

Agora, os investigadores analisam se existe alguma relação técnica entre os dois eventos. Contudo, também consideram a possibilidade de a ocorrência registrada na Grécia representar um caso completamente diferente.

Apesar da dramaticidade das imagens, ocorrências dessa natureza permanecem extremamente incomuns na aviação comercial moderna.

Neste caso, os sistemas de emergência funcionaram conforme o previsto. A tripulação iniciou rapidamente os procedimentos para a despressurização, realizou a descida de emergência e retornou ao aeroporto de origem. Como resultado, todos os passageiros desembarcaram em segurança.

Enquanto isso, a investigação continua. As autoridades querem esclarecer exatamente o que provocou a quebra da janela e avaliar se fabricantes, operadores ou órgãos reguladores precisarão adotar novas recomendações.

Após o pouso, imagens começaram a circular nas redes sociais e rapidamente chamaram a atenção de especialistas e entusiastas da aviação. Os vídeos e fotografias mostram os danos no motor direito do Boeing 737, os buracos provocados na fuselagem ao redor da nacele e a janela completamente destruída pelo impacto dos fragmentos.

As cenas impressionam pela dimensão dos estragos e ajudam a compreender a gravidade da ocorrência. Ao mesmo tempo, reforçam o quanto esse tipo de incidente permanece raro na aviação comercial moderna, especialmente em aeronaves de grande porte como o Boeing 737.