H-36 Caracal da FAB resgata tripulante de navio a quase 800 km de Recife em coordenação com a Marinha

Jota

28 de junho de 2026

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Marinha do Brasil e FAB, coordenaram resgate de Marinheiro de um navio tanque

Um pedido de socorro vindo do Oceano Atlântico mobilizou a Marinha do Brasil e a Força Aérea Brasileira na sexta-feira, 26 de junho de 2026. A emergência envolvia um tripulante estrangeiro que estava a bordo de um navio-tanque, distante da costa brasileira.

O homem sentia fortes dores abdominais havia três dias. A princípio, o caso poderia parecer apenas um atendimento médico a bordo. Porém, a distância, a evolução do quadro e a posição do navio transformaram a ocorrência em uma operação de resgate aeromédico.

A embarcação navegava a quase 800 quilômetros de Recife, em Pernambuco. Para retirar o tripulante com segurança, foi preciso avaliar o caso por telemedicina, alterar a rota do navio e acionar um helicóptero H-36 Caracal da FAB.

H-36 Caracal da FAB faz resgate em alto mar em coordenação com a Marinha_Imagem Marinha do Brasil
H-36 Caracal da FAB faz resgate em alto mar em coordenação com a Marinha_Imagem Marinha do Brasil

O paciente era um marítimo filipino de 38 anos. Segundo a Marinha do Brasil, ele estava a bordo do navio-tanque VIVIT ARABIA LNG, de bandeira da Libéria.

A embarcação fazia uma travessia internacional entre o Porto de Dharma, na Índia, e o Porto de Calcasieu Pass, nos Estados Unidos. Durante a viagem, o tripulante começou a sentir fortes dores abdominais no dia 23 de junho.

Com a piora do quadro, o navio solicitou apoio às autoridades brasileiras. Naquele momento, a embarcação estava a cerca de 418 milhas náuticas de Recife. A distância equivale a aproximadamente 774 quilômetros da capital pernambucana.

Esse detalhe torna a ocorrência mais complexa. Afinal, não se tratava de uma remoção perto do litoral. Era uma missão distante, em alto-mar, com necessidade de coordenação entre navio, Marinha e FAB.

Após receber o pedido de ajuda, o Serviço de Busca e Salvamento Marítimo do Nordeste, conhecido como SALVAMAR Nordeste, iniciou os protocolos para atendimento da ocorrência.

A primeira etapa foi avaliar a gravidade do quadro clínico. Para isso, um médico de serviço analisou a situação por telemedicina. Esse procedimento ajuda a definir o nível de urgência, mesmo quando o paciente está longe de um hospital.

Depois da avaliação, a recomendação foi pela retirada do tripulante. Com isso, a ocorrência passou a exigir uma Evacuação Aeromédica, conhecida no meio operacional como EVAM.

Enquanto isso, a Marinha orientou o comandante do navio a alterar o curso da embarcação. A mudança aproximou o VIVIT ARABIA LNG do litoral pernambucano e reduziu a distância para o ponto de resgate.

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Com a necessidade de evacuação confirmada, a Marinha acionou o SALVAERO Recife, da Força Aérea Brasileira. Em seguida, a FAB empregou um helicóptero H-36 Caracal para realizar a missão.

O H-36 Caracal pertence ao Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) é uma aeronave de grande porte, usada em missões de transporte, resgate e evacuação aeromédica. Sua capacidade permite operar em cenários complexos e alcançar áreas distantes, como ocorreu nessa operação.

No resgate em alto-mar, a tripulação precisa localizar a embarcação, aproximar-se com segurança e retirar o paciente em condições controladas. Além disso, precisa considerar vento, condições do mar, autonomia da aeronave e tempo de retorno.

A missão foi concluída por volta das 15h00. Depois da retirada do tripulante, a aeronave retornou com o paciente para atendimento em terra.

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Paciente seguiu de ambulância para unidade hospitalar

Após o resgate aéreo, o tripulante recebeu apoio ainda em voo. Em seguida, ele foi encaminhado de ambulância para uma unidade hospitalar.

A Marinha não informou, na nota oficial, o diagnóstico final do paciente. Portanto, a matéria se limita ao quadro descrito durante a ocorrência: fortes dores abdominais desde 23 de junho.

Mesmo assim, a decisão pela evacuação mostra que as equipes consideraram o caso relevante. Em alto-mar, uma condição clínica pode se agravar rapidamente, principalmente quando o navio está longe de um porto.

Por isso, a resposta precisou combinar avaliação médica, capacidade aérea e coordenação marítima. Dessa forma, o paciente conseguiu sair do navio e chegar ao atendimento especializado em terra.

Marinha-do-Brasil-coordena-salvamento-junto-com-a-FAB-de-tripulanete-em-alto-mar_Imagem-MB
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A operação também mostrou a importância da integração entre diferentes estruturas de Busca e Salvamento. Nesse caso, a Marinha coordenou o atendimento por meio do SALVAMAR Nordeste. Já a Força Aérea Brasileira entrou com a capacidade aérea do H-36 Caracal, por meio do SALVAERO Recife.

Essa cooperação é essencial porque o Brasil possui uma extensa área marítima sob responsabilidade de busca e salvamento. Além disso, muitos navios estrangeiros cruzam rotas próximas ao Atlântico Sul.

Quando surge uma emergência médica, a resposta brasileira pode atender tripulantes de diferentes nacionalidades e embarcações de várias bandeiras. Foi o que ocorreu com o marítimo filipino a bordo de um navio liberiano.

O Capitão de Mar e Guerra Ronaldo de Almeida Miranda Junior, do Comando do 3º Distrito Naval, destacou a atuação das equipes envolvidas na operação.

Segundo o oficial, o resultado ocorreu graças ao preparo e à prontidão dos militares. Ele também afirmou que o SALVAMAR Nordeste mantém essa disponibilidade porque recebe demandas semelhantes com frequência.

Ainda de acordo com a Marinha, salvar uma vida em alto-mar representa o cumprimento de compromissos assumidos pelo Brasil. Esses compromissos envolvem tanto o país quanto organismos internacionais ligados à segurança da navegação.

A Marinha do Brasil mantém o Serviço de Busca e Salvamento Marítimo em funcionamento permanente. O atendimento ocorre 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Em caso de perigo no mar, o contato pode ser feito pelo telefone 185. Além disso, embarcações também podem solicitar apoio por sistemas de comunicação marítima.

A operação desta sexta-feira mostrou, mais uma vez, como a aviação militar e a estrutura naval podem atuar juntas em situações críticas. Para o tripulante resgatado, essa integração fez a diferença entre permanecer isolado em alto-mar e chegar a um hospital em terra.

Fonte: Marinha do Brasil

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