Os EUA perderam 42 aeronaves e nem todas eram aviões de combate na guerra contra o Irã
As 42 aeronaves perdidas pelos EUA na guerra contra o Irã começaram a chamar atenção não apenas pelo número, mas pelo tipo de equipamento citado no levantamento. Quando muita gente pensa em guerra aérea, a imagem mais comum costuma ser a de caças cruzando o céu em alta velocidade. Entretanto, existe um outro lado dessas operações que normalmente passa despercebido do grande público.
Nos conflitos modernos, vencer não depende apenas de quem possui mais caças ou mais pilotos. Existe uma enorme estrutura funcionando nos bastidores. E é justamente nesse ponto que a lista divulgada começa a revelar algo maior sobre os custos invisíveis da guerra moderna.

Nem sempre a aeronave mais importante é a que dispara os mísseis
Embora os caças sejam os protagonistas das imagens que circulam na televisão e nas redes sociais, outras aeronaves possuem funções igualmente importantes. Algumas transportam combustível em voo, outras coordenam operações inteiras, enquanto determinadas plataformas monitoram centenas de quilômetros de espaço aéreo simultaneamente.
Sem essas aeronaves de apoio, até mesmo os aviões mais avançados do planeta podem enfrentar limitações importantes. Por isso, em muitos casos, perder uma aeronave de suporte pode representar um impacto operacional maior do que perder determinados caças de linha de frente.
O levantamento aponta ao menos 42 aeronaves perdidas
Segundo um levantamento repercutido pelo R7 com base em informações atribuídas a relatórios apresentados ao Congresso dos Estados Unidos, os EUA teriam perdido ao menos 42 aeronaves durante operações relacionadas ao conflito com o Irã.
A lista inclui plataformas bastante diferentes entre si. Entre elas aparecem um F-35A Lightning II, um helicóptero HH-60W Jolly Green II, um A-10 Thunderbolt II, uma aeronave E-3 Sentry, um MQ-4C Triton, dois MC-130J Commando II, quatro caças F-15E Strike Eagle, sete aeronaves-tanque KC-135 Stratotanker e 24 drones MQ-9 Reaper.
O custo estimado das perdas ultrapassaria US$ 2,6 bilhões. Entretanto, até o momento, não existe um balanço público definitivo confirmando todos os números apresentados.
Alguns dos nomes da lista explicam por que o assunto chamou atenção
O E-3 Sentry, por exemplo, funciona como um centro de comando voador. A aeronave consegue identificar alvos a grandes distâncias e coordenar operações no ar. Já o KC-135 possui outra função crítica: reabastecer aeronaves em voo e ampliar significativamente o alcance das missões.
Enquanto isso, o MQ-9 Reaper se tornou uma das principais plataformas americanas para missões de vigilância e ataques de precisão. Embora drones sejam menores e não levem pilotos a bordo, a perda em grande quantidade pode afetar a capacidade operacional ao longo do tempo.
O custo de uma guerra moderna pode ir muito além dos caças
Os números divulgados chamaram atenção pelo volume. Entretanto, talvez o detalhe mais curioso esteja em outro ponto. A lista sugere que a guerra moderna pode estar deixando de causar impactos apenas na linha de frente e passando a atingir estruturas inteiras que mantêm as operações funcionando.
Mesmo assim, ainda será necessário aguardar informações oficiais mais detalhadas para confirmar integralmente os números divulgados até agora.






