F-39 Gripen FAB 4109 realiza primeiro voo após ser produzido no Brasil

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Jota A
9 de outubro de 2026

O primeiro voo Gripen FAB 4109 marcou uma nova etapa do programa brasileiro de caças supersônicos. Após ser apresentado oficialmente em março, o primeiro Gripen E produzido no Brasil pela Embraer deixou o solo em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. A decolagem abriu uma fase decisiva de avaliações antes da entrega da aeronave à Força Aérea Brasileira (FAB).

O voo representa um avanço no programa desenvolvido em parceria com a fabricante sueca Saab. Entretanto, antes de integrar definitivamente a frota da Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave ainda terá etapas importantes pela frente. E os primeiros resultados desse processo ajudam a explicar a dimensão do projeto para a indústria aeronáutica nacional.

Caca-F-39-Gripen-brasileiro-durante-voo-inaugural-de-testes
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O voo inaugural ocorreu na terça-feira, 6 de outubro de 2026, às 10h21, nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto (SP). A informação foi confirmada oficialmente pela Saab, em comunicado divulgado no dia seguinte.

O piloto-chefe de testes da fabricante sueca, Jakob Högberg, assumiu os comandos da aeronave. Durante a missão, avaliou o funcionamento dos sistemas básicos e as características iniciais de desempenho do caça.

Engenheiros de voo da Embraer participaram diretamente do planejamento e da execução da operação, com apoio técnico da Saab.

Segundo as empresas, o procedimento corresponde ao primeiro teste de aceitação de produção em voo. Dessa forma, a aeronave ingressa na etapa final de fabricação, que antecede sua certificação e entrega à FAB.

A realização do primeiro voo representa mais do que a conclusão de uma etapa de montagem.

O programa envolve transferência de tecnologia, desenvolvimento de engenharia, integração de sistemas e formação de profissionais brasileiros. Além disso, estabelece uma estrutura industrial capaz de participar da produção de aeronaves militares de elevada complexidade.

A Embraer destacou que o voo demonstra a capacidade brasileira de fabricar, integrar e testar caças avançados.

A fábrica de Gavião Peixoto abriga a linha de montagem final do Gripen E, inaugurada em 2023. Trata-se da primeira instalação desse tipo fora da Suécia.

Parte das aeroestruturas utilizadas no programa também é produzida pela Saab em São Bernardo do Campo (SP).

O site AeroJota acompanhou anteriormente a apresentação do FAB 4109, realizada em março de 2026.

F-39-Gripen-FAB-4109-em-Gaviao-Peixoto-apos-montagem-no-Brasil
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Embora o primeiro voo tenha sido considerado bem-sucedido, o FAB 4109 ainda não está liberado para operações militares.

A aeronave continuará sua campanha de ensaios de produção e aceitação. Posteriormente, deverá receber a certificação de aeronavegabilidade, necessária para sua entrega à Força Aérea Brasileira.

Concluído esse processo, o caça seguirá para a Base Aérea de Anápolis (GO), onde integrará o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA).

Atualmente, a unidade opera dez aeronaves Gripen, responsáveis por missões de defesa do espaço aéreo brasileiro.

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O contrato firmado em 2014 prevê 36 aeronaves para a FAB, sendo 28 unidades F-39E monoposto e oito F-39F biposto.

Desse total, 15 caças estão previstos para produção em Gavião Peixoto. O FAB 4109 é o primeiro exemplar dessa linha industrial.

Em julho de 2026, Saab e Embraer também anunciaram entendimentos para ampliar a cooperação, incluindo a possibilidade de produzir outras 20 aeronaves. Entretanto, essa iniciativa ainda depende de negociações e novos contratos.

O AeroJota já havia abordado a montagem nacional do Gripen e os avanços do programa brasileiro.

Agora, com o primeiro voo concluído, o FAB 4109 aproxima-se de sua próxima missão: deixar a linha de produção e passar a integrar a defesa aérea do Brasil.

Jota A, é Veterano da Força Aérea Brasileira, Aviador, Motociclista e Empresário. Escreve sobre aviação há 10 anos.