Esquadrilha da Fumaça celebra 20 anos do recorde mundial com 12 aviões de cabeça para baixo

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Jota A
29 de outubro de 2026

Esquadrilha da Fumaça recorde mundial: como 12 pilotos conseguiram voar simultaneamente de cabeça para baixo, mantendo suas aeronaves em formação? A resposta está em uma apresentação histórica realizada há 20 anos, em Pirassununga, no interior de São Paulo. Segundo registros oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB), aproximadamente 60 mil pessoas acompanharam aquela conquista.

Nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, a Esquadrilha da Fumaça celebra os 20 anos do recorde mundial de voo invertido, conquistado na sede do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), da Força Aérea Brasileira (FAB), na cidade de Pirassununga (SP)

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Na apresentação, 12 aeronaves Embraer T-27 Tucano permaneceram em formação de dorso, expressão utilizada na aviação para identificar o voo de cabeça para baixo.

Durante 30 segundos, os pilotos mantiveram separação extremamente reduzida entre as aeronaves, demonstrando precisão em uma das manobras mais exigentes da acrobacia aérea.

A conquista foi reconhecida pelo Guinness World Records, que registra a marca desde 29 de outubro de 2006.

Em 23 de outubro de 1996, a Esquadrilha da Fumaça estabeleceu seu primeiro recorde mundial ao reunir dez aeronaves em formação invertida.

Seis anos depois, em 18 de maio de 2002, durante as comemorações dos 50 anos do Esquadrão, os pilotos superaram a própria marca, elevando o número para 11 aviões.

A terceira conquista aconteceu em 2006, com 12 aeronaves, consolidando uma sequência de três recordes mundiais, conforme a cronologia oficial da equipe.

Um detalhe pouco conhecido envolve o então Coronel Aviador Marcelo Gobett Cardoso, que havia deixado a Esquadrilha três anos antes e foi convidado a retornar exclusivamente para completar o grupo de 12 pilotos.

Outro participante, o Coronel Aviador Ricardo Beltran Crespo, ocupava a posição número 12, fechando a formação.

Em depoimento posterior, Beltran contou que, após o pouso, abriu a cabine do Tucano e, ao ouvir a reação do público, chorou de gratidão pelo momento vivido com seus companheiros.

Apesar da importância histórica dessa conquista, o site AeroJota não conseguiu localizar, nas fontes oficiais consultadas, a relação completa dos 12 pilotos que participaram do recorde mundial de 2006. O espaço permanece aberto para que a Esquadrilha da Fumaça, os próprios aviadores ou seus familiares contribuam com essas informações, permitindo que todos recebam o devido reconhecimento por essa façanha da aviação brasileira.

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Durante o voo invertido, os comandos de pilotagem precisam ser utilizados de maneira diferente do voo convencional.

Cada piloto também deve manter referências visuais constantes e executar correções precisas para preservar a formação, evitando movimentos que comprometam a segurança.

Além da habilidade individual, a manobra depende da atuação coordenada de toda a equipe. Cada aviador precisa conhecer sua posição na formação e antecipar os movimentos dos companheiros. A execução exige concentração permanente, especialmente porque a orientação visual e as sensações físicas durante o voo invertido são diferentes daquelas experimentadas em condições normais de voo.

Segundo a própria Esquadrilha da Fumaça, o voo de dorso está entre as habilidades mais desafiadoras desenvolvidas por seus integrantes.

O site AeroJota já abordou os treinamentos da Esquadrilha da Fumaça e a preparação necessária para suas apresentações.

Embora o recorde tenha sido homologado em 2006, a entrega presencial do certificado aconteceu em abril de 2017, quando representantes do Guinness World Records visitaram a sede do Esquadrão, em Pirassununga.

Atualmente, a equipe utiliza aeronaves Embraer A-29 Super Tucano, que substituíram os antigos T-27 nas demonstrações públicas.

O T-27 Tucano teve papel fundamental nessa trajetória. Desenvolvido pela Embraer, o modelo foi utilizado durante décadas nas demonstrações da Esquadrilha da Fumaça, tornando-se uma das aeronaves mais reconhecidas pelo público brasileiro.

Vinte anos depois, a conquista permanece como um marco da aviação brasileira. O recorde também ganha significado especial por ter ocorrido em 2006, ano do centenário do primeiro voo público do 14-Bis, realizado por Alberto Santos-Dumont em Paris, na França.