Torre Lagos em Interlagos coordena helicópteros e passagem da Esquadrilha da Fumaça na Fórmula 1

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Jota A
6 de novembro de 2026

A Torre Lagos em Interlagos terá uma missão que vai muito além de organizar a chegada e a saída de helicópteros durante o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1. Enquanto milhares de torcedores acompanham os carros na pista, controladores de tráfego aéreo trabalham para garantir a segurança das operações, incluindo a passagem dos sete A-29 Super Tucano da Esquadrilha da Fumaça no domingo.

Para que tudo funcione com segurança, a Força Aérea Brasileira (FAB) utiliza uma estrutura temporária de controle de tráfego aéreo, conhecida como Torre Lagos, responsável por organizar as operações aéreas durante o Grande Prêmio de São Paulo.

O trabalho começa nesta sexta-feira, 6 de novembro, com os treinos livres, e prossegue até domingo, dia 8, quando será disputada a corrida principal.

Torre-Lagos-em-Interlagos
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Para a edição de 2026, foi estabelecida a Zona de Tráfego de Aeródromo (ATZ) Lagos, com raio de três quilômetros ao redor de Interlagos. Durante os horários de funcionamento, o contato com a Torre Lagos é obrigatório para aeronaves que pretendam ingressar ou cruzar esse espaço aéreo.

A frequência principal de comunicação é 118,550 MHz, com 135,400 MHz como alternativa. No domingo, a operação está prevista para continuar até as 20h, no horário de Brasília, permitindo coordenar também os movimentos aéreos após o encerramento da corrida.

A operação é coordenada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), por meio do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE).

Diferentemente de uma torre instalada permanentemente em um aeroporto, a Torre Lagos atende a uma demanda temporária, caracterizada pela concentração de helicópteros que transportam passageiros durante o evento.

Os controladores organizam os movimentos autorizados, mantendo a separação entre aeronaves e coordenando a circulação nas proximidades do autódromo.

O trabalho exige atenção especial devido à localização de Interlagos, relativamente próxima do Aeroporto de São Paulo/Congonhas – Deputado Freitas Nobre.

Controladores-da-FAB-na-Torre-Lagos-durante-o-GP-de-Sao-Paulo
Controladores-da-FAB-na-Torre-Lagos-durante-o-GP-de-Sao-Paulo

Além dos helicópteros, a operação deste ano terá um momento especial no domingo, durante a cerimônia que antecede a largada da Fórmula 1.

Sete aeronaves A-29 Super Tucano, pertencentes ao Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), conhecido como Esquadrilha da Fumaça, realizarão passagens sobre a reta principal do autódromo.

A atividade exige coordenação entre os órgãos responsáveis pelo espaço aéreo e a equipe de apoio do EDA posicionada em terra, para que a passagem aconteça dentro das condições operacionais e de segurança estabelecidas.

A previsão informada para o sobrevoo é de aproximadamente 13h55, embora o horário dependa da programação e das condições meteorológicas.

Conforme o comunicado oficial da FAB, os sete Super Tucano deverão surgir em formação de flecha, utilizando fumaça nas cores da bandeira brasileira após o encerramento do Hino Nacional.

O AeroJota já publicou uma reportagem sobre a Esquadrilha da Fumaça em Interlagos, incluindo a homenagem aos 120 anos do voo do 14-Bis.

Helicoptero-sobrevoa-Interlagos-durante-a-Formula-1.
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A cerimônia de abertura terá o Hino Nacional interpretado pela cantora sertaneja Ana Castela, conhecida como Boiadeira.

Segundo a programação oficial da Fórmula 1, o hino está previsto para as 13h44, enquanto a largada acontecerá às 14h.

Depois da passagem dos sete A-29 Super Tucano, as atenções estarão voltadas aos 22 carros das 11 equipes, que disputarão as 71 voltas do Grande Prêmio de São Paulo, no tradicional circuito de 4.309 metros.

A programação completa pode ser consultada no site oficial da Fórmula 1.

A dimensão da operação ficou evidente durante o Grande Prêmio de 2025, quando o DECEA registrou 545 movimentos aéreos, sendo 427 de helicópteros e 118 de aeronaves remotamente pilotadas.

Naquela edição, mais de 60 militares participaram dos trabalhos relacionados ao controle de tráfego aéreo, meteorologia e telecomunicações.

Também foi instalada uma estrutura específica para monitoramento de drones, em parceria com órgãos de segurança pública.

O sistema identificou oito drones que operavam irregularmente na região do autódromo.

Os números foram divulgados pela FAB no balanço oficial da Operação Lagos.

Militar-da-FAB-monitora-o-espaco-aereo-na-Torre-Lagos
Militar-da-FAB-monitora-o-espaco-aereo-na-Torre-Lagos

A responsabilidade dos controladores não termina quando os carros recebem a bandeira quadriculada.

Após o encerramento da corrida, a movimentação de helicópteros pode continuar intensa, especialmente com a saída de passageiros e equipes que utilizam o transporte aéreo.

Por isso, a coordenação permanece necessária durante a fase de dispersão do tráfego autorizado.

Enquanto milhares de torcedores acompanham a velocidade dos carros na pista, os profissionais da Torre Lagos trabalham para que, acima de Interlagos, cada movimento aéreo aconteça com organização e segurança.