Band substitui helicópteros por drones em São Paulo e muda cobertura aérea na TV

Jota

29 de abril de 2026

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A decisão da Band de substituir helicópteros por drones em São Paulo marca uma mudança relevante na cobertura aérea do telejornalismo brasileiro. A capital paulista sempre teve forte tradição no uso de aeronaves em transmissões ao vivo, especialmente no trânsito e em grandes ocorrências.

Embora o movimento chame atenção pelo peso simbólico em São Paulo, o uso de drones não representa novidade absoluta na televisão. Em diferentes regiões do país, emissoras já utilizam essa tecnologia para captar imagens aéreas com menor custo e mais agilidade.

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Antes dessa transição na capital paulista, afiliadas da Band já exploravam drones em suas operações. Em praças com menor orçamento para manter helicópteros, essa solução se tornou prática, eficiente e mais acessível.

Um exemplo é o Grupo Tarobá, afiliado da Band no Paraná, com atuação em Londrina e Cascavel. Dessa forma, a mudança em São Paulo sinaliza a adoção de um modelo que já vinha ganhando espaço fora dos grandes centros.

A Band ainda não detalhou como pretende deslocar as equipes responsáveis pelos drones em São Paulo. No entanto, a própria dinâmica do telejornalismo permite uma leitura operacional do cenário.

Como emissoras já utilizam motocicletas, motolinks e equipes leves para chegar rapidamente aos locais de reportagem, drones poderiam seguir lógica parecida. Assim, operadores embarcados em motos ou veículos compactos teriam mais agilidade no trânsito urbano.

Além disso, o custo menor permitiria manter mais de uma equipe disponível em diferentes regiões da cidade. Na prática, essa estrutura poderia ampliar a capilaridade da cobertura, embora sem substituir totalmente o alcance de um helicóptero.

Ainda assim, esse ponto segue como análise do cenário. Até o momento, não há informação pública detalhando se a Band adotará esse modelo de deslocamento.

Apesar do avanço dos drones, os helicópteros continuam relevantes em determinadas situações. Aeronaves tripuladas oferecem maior autonomia, alcance e capacidade de permanência no ar.

Em coberturas extensas, como acompanhamento de ocorrências em deslocamento ou monitoramento contínuo de grandes áreas, o helicóptero ainda apresenta desempenho superior.

Portanto, a substituição não deve ser interpretada como total em todos os cenários. Na prática, trata-se de uma mudança de estratégia operacional, com priorização de recursos mais eficientes para o dia a dia.

A decisão da Band acompanha uma tendência mais ampla no setor de mídia. Emissoras buscam reduzir custos e adaptar suas estruturas a um ambiente cada vez mais digital.

Operar helicópteros envolve despesas elevadas com combustível, manutenção e tripulação especializada. Em contraste, drones oferecem uma relação custo-benefício mais atraente para coberturas rotineiras.

Além disso, a evolução tecnológica dos drones, com imagens em alta resolução e transmissão ao vivo, reforça a viabilidade dessa transição.

Até o momento, não há comunicado público detalhado da Band explicando a mudança. As informações circulam em portais especializados e em relatos de bastidores do setor.

Diante disso, o cenário ainda pode receber atualizações. Ainda assim, o movimento observado está alinhado com tendências já consolidadas em outros mercados.

A substituição de helicópteros por drones em São Paulo representa uma mudança simbólica no telejornalismo. Agora, o avanço dessa tecnologia indica uma nova fase, marcada por eficiência operacional e adaptação tecnológica.

Ao mesmo tempo, a aviação tripulada continua relevante em missões específicas. Por fim, o equilíbrio entre drones e helicópteros deve definir os próximos capítulos da cobertura aérea no Brasil.