Com dois museus temáticos, FAB amplia preservação da história da aviação
Os dois museus da FAB marcarão uma nova fase na preservação da história da aviação brasileira. A Força Aérea Brasileira será pioneira ao manter o MUSAL, no Rio de Janeiro, e o novo Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), em São Paulo, ampliando o acesso ao patrimônio aeronáutico nacional.
Além disso, o Museu Aeroespacial Paulista (MAPA) atuará em conjunto com o Museu Aeroespacial (MUSAL), localizado no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Com isso, a FAB amplia sua atuação na preservação da memória aeronáutica brasileira.
O novo complexo passa por reformas. Ao mesmo tempo, os primeiros espaços expositivos já começaram a ser montados. A abertura ao público deve ocorrer em breve.

Museu Aeroespacial Paulista amplia a preservação da memória aeronáutica
A escolha do Campo de Marte para receber o MAPA não ocorreu por acaso. O aeroporto foi um dos principais marcos do desenvolvimento da aviação civil e militar em São Paulo e acompanhou boa parte da evolução aeronáutica brasileira ao longo do século XX.
Instalado ao lado do PAMA-SP Parque de Material Aeronáutico de São Paulo, o museu pretende reunir história, tecnologia, educação e manifestações artísticas em um mesmo ambiente. Além disso, a localização facilita o acesso do público paulista a um importante acervo histórico, descentralizando parte da preservação cultural hoje concentrada no Rio de Janeiro.
MUSAL participa diretamente da criação do novo museu
Embora o MAPA seja um novo empreendimento, ele nasce apoiado pela experiência acumulada pelo Museu Aeroespacial (MUSAL), que desde 1976 preserva parte significativa do patrimônio histórico da aviação brasileira.
De acordo com a FAB, especialistas do MUSAL participaram desde as primeiras etapas do projeto, auxiliando no planejamento museológico, na organização dos espaços e na transferência e montagem de aeronaves e demais peças históricas.
Todo esse trabalho ocorre sob coordenação do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), responsável pela gestão do patrimônio histórico da Força Aérea Brasileira.
Dois museus com objetivos complementares
A FAB explica que os dois museus não disputarão protagonismo. Pelo contrário, atuarão de forma complementar.
O MUSAL continuará preservando sua vocação histórica no Campo dos Afonsos, considerado o Berço da Aviação Civil e Militar Brasileira. Já o MAPA ampliará a divulgação da cultura aeronáutica na região Sudeste, aproximando novos públicos da história da aviação nacional.
Essa descentralização também permitirá que estudantes, pesquisadores, famílias e entusiastas tenham maior acesso ao patrimônio histórico aeronáutico sem a necessidade de viajar até o Rio de Janeiro.
Mais do que exposição de aeronaves
O novo museu não terá apenas aviões em exposição. Segundo a FAB, o objetivo é transformar o espaço em um centro de educação, ciência, tecnologia e inovação, despertando o interesse das futuras gerações pelas carreiras ligadas ao setor aeroespacial.
Além da preservação da memória, a proposta busca aproximar a sociedade da evolução tecnológica da aviação brasileira, mostrando como o desenvolvimento aeronáutico influenciou o crescimento do país ao longo das últimas décadas.
Campo de Marte reforça sua importância histórica
A instalação do MAPA representa um novo capítulo para o Campo de Marte. O tradicional aeroporto paulista teve papel relevante na formação de pilotos civis e militares.
Além disso, o local recebeu operações importantes da aviação brasileira. Também ajudou São Paulo a se consolidar como um dos polos aeronáuticos da América Latina.
Agora, o Campo de Marte ganhará uma nova função cultural. Além das atividades operacionais, o local passará a abrigar um centro permanente de preservação histórica.
Dessa forma, o aeroporto reforça sua importância para a aviação brasileira. O passado operacional do Campo de Marte passa a se conectar com um projeto de memória e educação.
Patrimônio preservado para as próximas gerações
Com o Museu Aeroespacial Paulista, a FAB amplia sua atuação na conservação da história aeronáutica brasileira.
Enquanto isso, o MUSAL permanece como referência nacional na preservação do patrimônio histórico da aviação. Já o novo espaço em São Paulo permitirá que esse acervo alcance mais pessoas.
Assim, a iniciativa fortalece a valorização da memória da Força Aérea Brasileira. Além disso, ajuda a divulgar a contribuição da aviação para o desenvolvimento do país.
O MAPA também reforça a importância de preservar aeronaves, documentos, peças e histórias. Afinal, a memória da aviação brasileira pertence não apenas aos militares, mas a toda a sociedade.
Fonte: Força Aérea Brasileria
Texto: Capitão Emília/CECOMSAER
Imagens: CEPE e CECOMSAER





