Pouco conhecido pelo público, esquadrão da Marinha inicia nova fase após passagem de comando
O Esquadrão Pegasus, da Marinha do Brasil, acaba de iniciar um novo ciclo com a realização de uma cerimônia de passagem de comando. Prestes a completar 40 anos de criação, a unidade é responsável por missões de busca e salvamento, apoio aos Fuzileiros Navais, transporte e operações especiais, embora ainda seja pouco conhecida do grande público.
Enquanto alguns esquadrões da Marinha aparecem com frequência em demonstrações aéreas e grandes exercícios militares, outros desenvolvem atividades estratégicas longe dos holofotes. É o caso do HU-2, cuja rotina inclui desde operações embarcadas até missões de apoio humanitário e logística, sempre em permanente estado de prontidão.
Mais do que uma formalidade militar, a recente passagem de comando simboliza a continuidade desse trabalho e oferece uma oportunidade para conhecer melhor uma unidade que desempenha papel importante na Aviação Naval brasileira, mas ainda permanece desconhecida para muitos brasileiros.
Esquadrão Pegasus completará 40 anos
Criado em 18 de setembro de 1986, o 2º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-2), conhecido como Esquadrão Pegasus, integra a estrutura da Aviação Naval da Marinha do Brasil.
Apesar de não aparecer frequentemente nas manchetes, o HU-2 participa de algumas das missões mais exigentes conduzidas pela Marinha. Além de apoiar o Corpo de Fuzileiros Navais, suas tripulações podem atuar em busca e salvamento, evacuação aeromédica, transporte de militares, cargas e autoridades, combate a incêndios florestais e esclarecimento marítimo.
A variedade dessas tarefas ajuda a mostrar por que o termo “emprego geral” não significa uma atuação simples. Pelo contrário, o esquadrão precisa manter pessoal preparado para responder a situações bastante diferentes, tanto sobre o território brasileiro quanto no ambiente marítimo.

Para cumprir essas missões, a unidade opera o Airbus Helicopters H225M Super Cougar. Na Marinha, o modelo recebeu designações diferentes conforme sua configuração e finalidade.
Entre elas estão o UH-15, voltado ao transporte e ao emprego geral; o UH-15A, preparado para missões de busca e salvamento; e o AH-15B, destinado principalmente ao esclarecimento marítimo e à guerra antissuperfície.
Essa última versão ampliou a capacidade operacional do esquadrão e incorporou recursos voltados às missões de vigilância e ataque contra alvos de superfície. A própria Marinha registrou o recebimento de aeronaves AH-15B e o desafio de desenvolver uma nova doutrina de esclarecimento e ataque dentro da unidade.
O esquadrão também possui uma identidade marcante. Seu símbolo é Pegasus, o cavalo alado da mitologia grega. Já o lema em latim, In Alis Vis et Virtus, pode ser traduzido como “Nas asas, força e virtude”.
Muito além de uma troca de comandante
Nas Forças Armadas, a passagem de comando oficializa a transferência da responsabilidade pela condução de uma organização militar. A cerimônia reúne integrantes da unidade, autoridades, convidados e familiares para marcar o encerramento de uma gestão e o começo de outra.
Embora siga tradições militares, o momento vai além do protocolo. Cada comandante acompanha decisões relacionadas ao preparo das tripulações, à gestão dos recursos, à segurança das operações e à manutenção da capacidade operacional.
Para os militares que permanecem no esquadrão, a mudança não interrompe a missão. Ao contrário, ela garante a continuidade do trabalho e preserva experiências, valores e conhecimentos acumulados ao longo dos anos.
No caso do Esquadrão Pegasus, a passagem de comando ocorre em um momento simbólico. A unidade se aproxima dos 40 anos enquanto continua reunindo diferentes capacidades a bordo de uma das maiores e mais modernas famílias de helicópteros utilizadas pelas Forças Armadas brasileiras.
Aviação em Floripa mostra os detalhes da cerimônia
Quem deseja conhecer os comandantes envolvidos, observar os detalhes da solenidade e ver mais imagens pode acessar a cobertura especial publicada pelo site Aviação em Floripa.
O jornalista e fotógrafo Marcelo Lobo acompanhou o evento e reuniu registros fotográficos exclusivos, além de informações adicionais sobre a cerimônia e a trajetória do Esquadrão Pegasus.
Para os apaixonados pela aviação militar, vale a visita. A reportagem e a galeria de fotografias complementam esta apresentação do HU-2 e permitem conhecer de perto um momento importante na história da unidade.



