Aeroclube de Marília tem R$ 4,1 milhões apontados em laudo judicial na disputa com Rede VOA

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Jota A
4 de novembro de 2026

A possível indenização ao Aeroclube de Marília levanta uma pergunta que vai muito além dos valores financeiros: quanto valem os hangares e as instalações que ajudaram a formar pilotos durante gerações? No interior paulista, essa questão ganhou importância em uma disputa judicial envolvendo a instituição, fundada em 1940, e a concessionária Rede VOA, responsável pela administração do aeroporto da cidade.

Fundado em 1940, o Aeroclube enfrenta uma ação de reintegração de posse movida pela concessionária Rede VOA, responsável pela administração do Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich. O processo envolve a utilização da área ocupada pela entidade, as instalações existentes e os planos de ampliação do terminal aeroportuário.

Agora, uma avaliação técnica acrescenta um elemento financeiro importante à discussão.

Indenizacao-ao-Aeroclube-de-Marilia-em-disputa-judicial
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Segundo informações repassadas ao site AeroJota por um diretor da instituição, o Aeroclube contratou o engenheiro civil Paulo César Lapa para avaliar as benfeitorias existentes na área ocupada.

O levantamento considerou três hangares, banheiros, telhados anexos e escritórios, construídos com recursos próprios ao longo dos anos. O laudo apontou aproximadamente R$ 4,1 milhões, valor que poderá servir de referência para uma eventual indenização ao Aeroclube de Marília.

O montante também foi divulgado pelo jornal Giro Marília.

O documento é independente da perícia anteriormente determinada pela Justiça, cujos honorários de R$ 22 mil tiveram o parcelamento autorizado. A eventual indenização dependerá de decisão judicial.

A Rede VOA, comandada pelo CEO Marcel Gomes Moure, coronel da reserva remunerada da Força Aérea Brasileira, anunciou investimentos de R$ 9.877.976,00 para modernização e ampliação do Aeroporto de Marília.

Caso a Justiça determine que a concessionária pague os R$ 4,1 milhões, a obrigação representaria aproximadamente 41,5% do valor anunciado para as obras. Somados, os dois montantes alcançariam cerca de R$ 13,98 milhões.

A comparação é apenas financeira, pois ainda não existe decisão definitiva sobre a indenização. O site AeroJota já detalhou os investimentos no aeroporto em reportagem anterior.

Laudo-judicial-aponta-R-41-milhoes-ao-Aeroclube-de-Marilia
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A Rede VOA sustenta que a área ocupada pelo Aeroclube interfere em seus projetos de expansão do aeroporto.

A instituição, por sua vez, defende a continuidade das atividades de formação aeronáutica e o reconhecimento dos investimentos realizados ao longo de sua história.

O conflito também envolve alternativas para utilização do espaço aeroportuário.

Em manifestações anteriores, o Aeroclube apontou a existência de uma área desocupada de aproximadamente 70 mil metros quadrados, que, segundo a entidade, poderia ser utilizada para projetos de ampliação.

Aeroclube-de-Marilia-enfrenta-disputa-com-Rede-VOA
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A disputa não se limita ao valor das construções.

Em julho de 2025, o AeroJota noticiou que a Justiça havia mantido o tombamento do Aeroclube como patrimônio cultural municipal, rejeitando pedido de suspensão apresentado pela concessionária.

A proteção patrimonial acrescenta outra dimensão ao conflito, embora não resolva automaticamente as questões possessórias discutidas na ação.

Com 86 anos de história, o Aeroclube de Marília representa parte da trajetória da formação de aviadores no interior paulista.

Além das instalações físicas, sua atuação envolve instrução aeronáutica, atividades de voo e preservação da memória da aviação regional.

O valor divulgado acrescenta uma referência econômica à disputa, mas não encerra o processo judicial.

A Justiça ainda deverá considerar as manifestações das partes, a documentação existente e as conclusões técnicas pertinentes antes de definir as consequências jurídicas da ocupação e de uma eventual indenização.

O AeroJota também acompanha outros episódios envolvendo a instituição, incluindo a liminar sobre voos de planador, concedida em abril de 2026.

A modernização do aeroporto e a preservação das atividades do Aeroclube continuam no centro de uma discussão que ultrapassa os limites da cidade.

Afinal, mais do que estabelecer o valor de hangares e construções, o processo poderá influenciar o futuro de uma instituição que participa da história da aviação brasileira desde 1940.

Crédito jornalístico: A informação sobre o valor de R$ 4,1 milhões foi divulgada pelo jornal Giro Marília. O AeroJota apresenta contextualização própria, baseada no histórico judicial e em reportagens anteriores sobre o caso.