Passageira morre após queda em desembarque no Aeroporto de Congonhas e caso é investigado

Jota

2 de junho de 2026

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Milhares de passageiros desembarcam diariamente nos aeroportos brasileiros sem imaginar que uma das etapas mais comuns da viagem pode se transformar em emergência. Escadas, pontes de embarque, ônibus de pista e áreas operacionais costumam passar despercebidos durante a rotina aeroportuária.

No entanto, um caso ocorrido no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, trouxe atenção para um momento que normalmente dura poucos minutos. Inicialmente, a situação parecia mais um atendimento médico dentro da rotina do terminal.

Com o passar dos dias, porém, a ocorrência ganhou novos contornos. Agora, a morte de uma passageira após queda em desembarque no Aeroporto de Congonhas passou a ser investigada pela Polícia Civil.

 Passageira morre após queda em desembarque no Aeroporto de Congonhas_Imagem Ilustrativa
Passageira morre após queda em desembarque no Aeroporto de Congonhas_Imagem Ilustrativa

Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro, de 72 anos, morava em Ituverava, na região de Ribeirão Preto. Na sexta-feira, 29 de Maio de 2026, ela embarcou no voo LA3785 da LATAM com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

A viagem tinha um significado especial para a família. Afinal, Maria da Glória seguia para a capital paulista para comemorar o aniversário da filha.

No momento do desembarque, a passageira sofreu uma queda na escada de acesso à aeronave. Segundo relatos divulgados por testemunhas, o acidente pode ter ocorrido nos últimos degraus da escada. No entanto, a investigação ainda deverá confirmar a dinâmica exata da ocorrência.

Logo após o acidente, equipes de atendimento prestaram os primeiros socorros ainda na área operacional do aeroporto. Em seguida, profissionais de saúde levaram a passageira para atendimento médico especializado.

Apesar dos esforços das equipes médicas, Maria da Glória não resistiu aos ferimentos e morreu no domingo 31 de Maio de 2026, dois dias após a queda.

A Polícia Civil de São Paulo passou a investigar o caso como morte suspeita. A apuração começou depois que familiares procuraram as autoridades para relatar o ocorrido.

Até o momento, as autoridades ainda não divulgaram uma conclusão sobre a dinâmica exata da queda. Também não há confirmação oficial sobre falha operacional, problema estrutural ou outro fator específico.

Por isso, a investigação deverá analisar imagens, registros operacionais, relatos de testemunhas e documentos médicos. Esses elementos podem ajudar a esclarecer o que aconteceu nos instantes anteriores ao acidente.

A filha da vítima, a dermatologista Raquel Fávaro, publicou uma homenagem à mãe nas redes sociais. O velório de Maria da Glória foi marcado para esta terça-feira (2), no Velório Municipal de Ituverava, no interior paulista.

A LATAM informou que prestou atendimento à passageira após a queda no Aeroporto de Congonhas. Segundo a companhia aérea, uma funcionária acompanhou Maria Glória durante o atendimento até a chegada dos familiares.

A empresa também afirmou que segue os protocolos previstos para situações dessa natureza. Além disso, a companhia declarou que permanece à disposição das autoridades responsáveis pela apuração.

Até a conclusão da investigação, porém, o caso segue em análise. Portanto, ainda não é possível apontar oficialmente o motivo que levou à queda durante o desembarque.

Embora a aviação comercial seja reconhecida pelo alto nível de segurança, as ocorrências em solo também fazem parte das preocupações do setor. Em aeroportos movimentados, cada etapa da operação exige atenção constante.

Escadas móveis, pontes de embarque, ônibus de pista e áreas próximas às aeronaves integram a rotina operacional dos terminais. Por isso, companhias aéreas, aeroportos e equipes de solo seguem procedimentos específicos para reduzir riscos.

Passageiros idosos, pessoas com mobilidade reduzida e viajantes que precisam de apoio especial também podem solicitar assistência durante embarque e desembarque. Esse tipo de suporte busca tornar o deslocamento mais seguro dentro da área aeroportuária.

O caso registrado no Aeroporto de Congonhas reacende uma discussão sensível sobre segurança, atendimento e assistência durante o desembarque de passageiros. Embora acidentes desse tipo sejam raros, eles costumam gerar forte impacto quando resultam em morte.

A investigação deve indicar se a queda ocorreu por uma fatalidade, por condição individual da passageira ou por algum fator relacionado ao procedimento de desembarque. Até lá, qualquer conclusão permanece prematura.