Camboriú planeja complexo aeroportuário de R$ 1 bilhão, enquanto Paraty e Marília discutem o futuro de seus aeroportos

Jota

23 de junho de 2026

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Camboriú planeja receber um complexo aeroportuário privado de R$ 1 bilhão e mostra como parte do mercado enxerga a aviação como vetor de desenvolvimento. O projeto prevê até 225 hangares, aeroporto executivo, terminal aeroportuário, parque tecnológico e áreas voltadas a negócios.

Enquanto isso, Paraty discute o futuro da área ocupada por seu aeroporto. Já Marília avalia uma avenida de R$ 55 milhões que pode comprometer futuras expansões de sua infraestrutura aeroportuária.

Futuro Aeroporto de Camboriu_Imagem Duvulgação 1
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Em Santa Catarina, investidores privados apresentaram à Prefeitura de Camboriú o projeto AeroPark Camboriú. A proposta mira a aviação executiva, a logística, o turismo e novos negócios.

O empreendimento prevê uma área superior a 2,2 milhões de metros quadrados. Além disso, o plano inclui aeroporto executivo, terminal, condomínios aeronáuticos e parque tecnológico.

A estrutura também prevê uma área voltada ao comércio exterior. Com isso, o projeto tenta aproximar aviação, logística, empresas e desenvolvimento econômico em uma mesma região.

Entre os números que mais chamam atenção está a previsão de até 225 hangares. Essa capacidade mostra a dimensão do empreendimento e revela a força da demanda por aviação executiva no litoral catarinense.

Segundo os responsáveis pela proposta, o investimento total poderá superar R$ 1 bilhão. Apesar disso, o projeto ainda depende de estudos técnicos, licenciamento ambiental e aprovações regulatórias, mas já está em discussão e estudos.

Enquanto Camboriú tenta criar uma nova estrutura aeroportuária, Paraty discute o destino de um aeroporto que já existe. O contraste chama atenção porque envolve duas cidades turísticas brasileiras.

Nos últimos dias, o Aeroporto de Paraty voltou ao centro das discussões após manifestações nas redes sociais de um vereador da cidade, do PSD, Partido Social Democrático, que questionou a situação do local e sugeriu possíveis novos usos para a área. As publicações reacenderam o debate sobre o uso da área ocupada pela infraestrutura aeroportuária.

Até agora, não existe proposta oficial para desativar o aeroporto. Mesmo assim, o tema voltou a dividir opiniões entre moradores, empresários e usuários da aviação local.

Parte da população defende a permanência do aeroporto por sua importância para o turismo, para a aviação geral e para operações de interesse público. Outros setores, públicos e imobiliário por exemplo, por outro lado, entendem que a área poderia receber novos projetos urbanos.

O caso de Marília amplia esse debate. Na cidade paulista, a prefeitura avalia construir uma avenida de aproximadamente R$ 55 milhões em área ligada ao entorno do aeroporto.

Segundo a discussão local, a obra pode comprometer áreas consideradas importantes para futuras expansões da infraestrutura aeroportuária. Por isso, o tema passou a preocupar usuários da aviação e defensores do aeroporto.

Diferente de Paraty, Marília não discute apenas o uso atual da área, nem a permanência do seu aeroclube, nem das reformas planejadas no terminal de passageiros. A preocupação envolve o futuro do aeroporto e sua capacidade de crescer nos próximos anos.

Assim, o contraste com Camboriú fica ainda mais evidente. Enquanto uma cidade tenta criar uma nova infraestrutura bilionária, outras discutem caminhos que podem limitar aeroportos já existentes.

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A comparação entre Camboriú, Paraty e Marília não elimina as particularidades de cada município. No entanto, ela revela formas muito diferentes de enxergar aeroportos no planejamento urbano.

Em Camboriú, a infraestrutura aeroportuária aparece como oportunidade para atrair investimentos, empresas, turistas e operações aéreas. Em Paraty, parte do debate questiona o uso de uma área aeroportuária já existente.

Já em Marília, a discussão envolve uma obra urbana que pode dificultar futuras expansões do aeroporto. Nesse caso, o risco não está apenas no presente, mas também no planejamento de longo prazo.

Essa diferença mostra como aeroportos podem ocupar papéis distintos nas cidades. Para alguns municípios, eles representam desenvolvimento. Para outros, eles viram alvo de disputa por espaço imobiliários e interesses políticos e não das cidades.

O contraste reforça uma realidade conhecida no setor aeronáutico. Construir um aeroporto exige investimento alto, área adequada, licenciamento complexo e visão de longo prazo.

Quando uma cidade perde uma área aeroportuária, dificilmente consegue recuperar esse ativo depois. O crescimento urbano avança, a terra valoriza e novas ocupações surgem rapidamente.

Por isso, o debate sobre aeroportos precisa ir além do uso imediato da área. Uma pista pode atender turismo, transporte executivo, evacuação aeromédica, defesa civil e operações emergenciais.

Além disso, aeroportos regionais ajudam a conectar cidades que dependem de modais limitados. Em regiões turísticas e polos regionais, essa função pode ganhar ainda mais relevância.

Mais do que uma discussão sobre aviação, o tema envolve planejamento urbano, turismo, empregos e visão de futuro. Cada cidade precisa avaliar suas necessidades, seus limites suas oportunidades e seus políticos.

Ainda assim, o contraste entre Camboriú, Paraty e Marília levanta uma pergunta importante. Quanto vale uma infraestrutura aeroportuária para o futuro de uma cidade?

A resposta pode variar conforme a realidade de cada município. Porém, o interesse privado em investir mais de R$ 1 bilhão em Camboriú mostra um ponto relevante.

Para muitos setores da economia, aeroportos continuam sendo ativos estratégicos. Eles não ocupam apenas espaço no mapa. Eles também podem gerar conexões, negócios e desenvolvimento regional.