Falha global de GPS afeta Embraer E2 e provoca interrupções em voos da Azul

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Jota A
23 de setembro de 2026

A falha de GPS no Embraer E2 afetou a operação da Azul nesta terça-feira, 22 de setembro. A instabilidade na recepção do sinal chamou atenção por uma particularidade: enquanto os E195-E2 da companhia deixavam de aparecer nos céus do Brasil, aeronaves da mesma família continuavam voando em outras partes do mundo.

A Embraer confirmou relatos de instabilidade no sistema GPS envolvendo determinados tipos de aeronaves, entre eles a família E2. A fabricante acompanha o caso com operadores e o fornecedor dos equipamentos envolvidos.

Até a manhã desta quarta-feira (23), a causa ainda não havia sido divulgada.

Embraer-E2-da-Azul-e-instabilidade-do-sinal-GPS
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O impacto mais evidente ocorreu na Azul, que possui uma das maiores frotas de E195-E2 do mundo.

Dados históricos de rastreamento analisados pelo Air Data News mostram que a quantidade de E2 da companhia em voo caiu progressivamente durante a noite de terça-feira. Por volta das 19h, nenhum E195-E2 da empresa aparecia voando.

A situação permaneceu assim por aproximadamente três horas. A retomada começou pouco antes das 22h, quando o E195-E2 de matrícula PS-AEH deixou o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, com destino a Brasília, no voo AD4978.

Na manhã desta quarta-feira, o Flightradar24 confirmou à Reuters que aeronaves E2 da Azul estavam retornando às operações.

A companhia informou que a instabilidade afetou sua frota E2 e provocou ajustes na malha e nos horários dos voos.

Essa é uma das principais questões ainda sem resposta.

Enquanto os E195-E2 da Azul estavam no solo, aeronaves E190-E2 e E195-E2 de outros operadores continuaram realizando voos em diferentes regiões do mundo.

Foram observadas operações na América do Norte, Europa, Ásia, África e Oceania. A Porter Airlines, por exemplo, manteve E195-E2 em operação no Canadá e nos Estados Unidos.

Embraer e Honeywell ainda não explicaram publicamente por que a Azul sofreu impacto tão significativo enquanto E2 de outros operadores permaneceram voando.

Segundo informações divulgadas pela Azul nesta quarta-feira (23), mais de 80 voos foram cancelados, afetando aproximadamente 8 mil passageiros. A companhia possui atualmente 50 Embraer E195-E2, mas não informou quantos apresentaram efetivamente a falha na recepção do GPS.

Embraer-E2-da-Azul-e-instabilidade-do-sinal-GPS-1
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A Honeywell Aerospace confirmou que está ciente de uma ocorrência relacionada à recepção de sinais GPS em aeronaves ao redor do mundo.

A empresa informou que suas equipes trabalham para determinar a causa do problema.

Ainda não há confirmação de que a origem esteja no próprio sistema GPS, em interferência externa, no equipamento receptor ou em algum componente de software ou hardware das aeronaves.

Qualquer associação com jamming ou spoofing, fenômenos que preocupam autoridades aeronáuticas, também seria prematura sem uma conclusão técnica dos fabricantes.

Embraer-E195-E2-da-Azul-durante-falha-de-GPS
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A Embraer ressaltou que a instabilidade não representa perda completa da capacidade de navegação.

Segundo a fabricante, a frota mundial do E2 dispõe de sistemas e procedimentos que permitem operar diante de instabilidade no GPS, atendendo aos requisitos das autoridades de aviação civil.

A empresa também afirmou que a ocorrência não compromete a segurança de voo, embora possa produzir impactos operacionais.

A indisponibilidade do GPS pode impedir determinadas funções ou procedimentos de navegação dependentes do sistema, criando limitações que precisam ser consideradas no despacho da aeronave.

O E195-E2 já faz parte de diferentes operações da Azul no Brasil, inclusive na retomada dos voos com jatos para Fernando de Noronha.

Com os E2 da Azul retornando aos céus, permanece a principal pergunta técnica do episódio: o que provocou a instabilidade na recepção do GPS e por que seus efeitos foram tão diferentes entre os operadores?

Embraer e Honeywell continuam investigando o caso. A resposta deverá indicar se serão necessárias medidas operacionais ou alguma intervenção técnica nos equipamentos.