FAB intercepta helicóptero em Roraima após entrada clandestina da Venezuela

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Jota A
23 de outubro de 2026

A FAB intercepta helicóptero em Roraima após uma aeronave clandestina cruzar a fronteira brasileira, vindo da Venezuela. Mas quem estaria pilotando esse helicóptero sem identificação? Qual seria seu destino? E por que o responsável pela aeronave não atendeu às determinações da Defesa Aérea brasileira?

Essas perguntas ajudam a compreender a ocorrência registrada em 22 de outubro de 2026, quando a FAB intercepta helicóptero em Roraima, vindo clandestinamente da Venezuela. A aeronave entrou no espaço aéreo brasileiro sem matrícula e sem plano de voo.

A operação envolveu um caça A-29 Super Tucano, um helicóptero H-60 Black Hawk e uma equipe da Força Nacional de Segurança Pública. A aeronave suspeita acabou localizada abandonada, aproximadamente 100 quilômetros de Boa Vista.

Helicoptero-em-chamas-em-area-de-vegetacao-apos-operacao-de-interceptacao-da-FAB-em-Roraima
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Segundo o comunicado oficial da FAB, o helicóptero ingressou no espaço aéreo brasileiro sem plano de voo e sem matrícula.

A ocorrência aconteceu na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA 41), estabelecida em Roraima, na região Norte do Brasil.

A aeronave voava em baixa altitude quando foi detectada pelos sistemas de vigilância. Diante da irregularidade, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) acionou um caça A-29 Super Tucano.

O piloto militar iniciou os procedimentos de averiguação e reconhecimento, seguindo as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA).

Esses procedimentos integram a atuação da Defesa Aérea brasileira diante de aeronaves que apresentam irregularidades durante o voo.

Durante a interceptação, o piloto do helicóptero suspeito não colaborou com a Defesa Aérea brasileira.

Conforme informou a FAB, a aeronave realizou um pouso forçado em uma região localizada aproximadamente 100 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima.

O comunicado não detalha as circunstâncias do pouso nem informa a identidade do piloto.

Também não menciona a realização de tiros de aviso ou de detenção durante essa ocorrência.

O site AeroJota já noticiou uma interceptação semelhante em Roraima, registrada em maio de 2026, quando uma aeronave irregular também ingressou no Brasil pela fronteira venezuelana.

Naquela operação, entretanto, os procedimentos e os resultados foram diferentes dos registrados nesta quinta-feira.

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Helicóptero H-60 Black Hawk do Esquadrão Pelicano foi mobilizado

Após o pouso forçado, a FAB mobilizou um helicóptero H-60 Black Hawk, pertencente ao Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV), conhecido como Esquadrão Pelicano.

A aeronave militar foi empregada para realizar a verificação no local onde o helicóptero suspeito havia pousado.

Durante a ação, a equipe encontrou a aeronave abandonada, sem qualquer tripulante.

O comunicado oficial não esclarece para onde o piloto teria seguido após abandonar o helicóptero.

Em dezembro de 2025, o AeroJota também publicou uma reportagem sobre outra aeronave abandonada em Roraima, após uma interceptação realizada na região da Terra Indígena Yanomami.

Além dos meios aéreos empregados pela FAB, uma equipe da Força Nacional de Segurança Pública foi deslocada para a região.

O objetivo era adotar as providências cabíveis relacionadas à aeronave suspeita, incluindo sua destruição.

Embora a FAB tenha utilizado o termo neutraliza no título de sua publicação, o texto oficial não informa expressamente que a destruição já havia sido executada.

Portanto, é importante diferenciar a mobilização das equipes da confirmação de uma eventual destruição.

A ocorrência demonstra a atuação conjunta de aeronaves de caça, helicópteros militares e forças de segurança diante de tráfegos aéreos irregulares.

A região de fronteira exige acompanhamento permanente, especialmente quando aeronaves ingressam no território nacional sem identificação ou comunicação com os órgãos responsáveis.

Ao divulgar a operação, a Força Aérea Brasileira reafirmou seu compromisso permanente com a segurança da navegação aérea e a soberania do espaço aéreo nacional.

Fonte: Força Aérea Brasileira
Texto original: Tenente Michelle Daniel / COMAE
Foto: Força Nacional