Helicóptero que caiu em Passos fazia reconhecimento para pouso antes do acidente

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Jota A
8 de novembro de 2026

O helicóptero que caiu em Passos, no Sul de Minas Gerais, no sábado (7 de novembro), estava próximo de concluir uma viagem para um casamento quando ocorreu o acidente. O que parecia ser apenas mais uma chegada à propriedade rural terminou com cinco pessoas feridas e uma aeronave destruída.

Nas horas seguintes, surgiram informações sobre a origem do voo, a aproximação para pouso e o comportamento do helicóptero antes da queda. Entretanto, algumas perguntas importantes continuam sem resposta.

Queda-Helicoptero-em-Passos-1
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O Robinson R66 Turbine, matrícula PP-MYO (Papa-Papa, Mike, Yankee, Oscar), transportava um piloto e quatro convidados para um casamento na Fazenda Tiodoro, próxima à rodovia MG-050.

Segundo a imprensa local, a administração do Aeroporto da Pampulha informou que a aeronave decolou às 10h17. Entretanto, o responsável pela empresa operadora declarou que a saída ocorreu em Betim.

Ainda não foi esclarecido se houve escala intermediária ou qual foi o último ponto de decolagem antes do acidente.

Queda-Helicoptero-em-Passos.
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De acordo com o Corpo de Bombeiros, o helicóptero sobrevoava um milharal para identificar uma área adequada ao pouso.

Durante a aproximação, a aproximadamente 20 metros do solo, a aeronave apresentou instabilidade e caiu nas proximidades da propriedade.

O empresário Breno Tiodoro, presente no local, relatou que o helicóptero teria girado e perdido o pedal antes da queda.

Essa descrição, entretanto, não comprova defeito mecânico nem falha nos comandos. O site AeroJota já abordou, em outra investigação envolvendo helicópteros, a importância de distinguir relatos iniciais das conclusões técnicas.

Até o momento, não foram divulgados dados meteorológicos específicos da fazenda no horário do acidente, registrado por volta das 13h40.

Também não há confirmação pública de que o piloto tenha comunicado alguma emergência pelo rádio, relatado pane ou solicitado auxílio antes da queda.

Essas informações são relevantes para reconstruir os últimos instantes do voo, mas não permitem estabelecer qualquer relação entre as condições do tempo e o acidente.

Fabricado em 2013, o PP-MYO, tinha capacidade para cinco ocupantes, incluindo o piloto.

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) divulgados pela imprensa, a aeronave apresentava situação cadastral normal e Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válido até fevereiro de 2027.

Entretanto, a regularidade documental não comprova, isoladamente, as condições técnicas do helicóptero no momento da queda.

Helicoptero-que-caiu-em-Passos-MG-Robinson-R66-destruido-apos-acidente
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Os ocupantes eram três homens, de 60, 43 e 39 anos, e duas mulheres, de 31 e 26 anos.

Dois bombeiros que participavam do casamento prestaram os primeiros socorros, auxiliados por outras pessoas presentes. Posteriormente, equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu encaminharam os feridos à Santa Casa de Passos.

Todos estavam conscientes durante o resgate e foram encaminhados à Santa Casa de Passos (MG). Até a publicação desta reportagem, não havia informações atualizadas sobre o estado de saúde dos feridos.

A Polícia Civil realizou a perícia no local do acidente. Paralelamente, a Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou o acionamento de investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), vinculado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).

A investigação aeronáutica buscará identificar os fatores que contribuíram para a queda, por meio da análise dos destroços, das circunstâncias do voo e de outras evidências reunidas pelos investigadores.

O AeroJota já mostrou, ao abordar o relatório do CENIPA sobre uma colisão entre helicópteros no Rio de Janeiro, como a análise de registros e evidências pode esclarecer circunstâncias inicialmente desconhecidas.

No acidente de Passos, ainda não existe conclusão oficial sobre falha mecânica, condições meteorológicas ou atuação do piloto.