Aeroporto de Marília entra no radar da ALESP após atrasos e obras sem avanço visível
A crise do terminal paulista ganhou um novo capítulo político. Agora, deputados estaduais cobram fiscalização no Aeroporto de Marília. A cobrança foi divulgada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) e envolve o contrato da concessionária Rede VOA. Além disso, o pedido mira os investimentos previstos para o local.
A movimentação amplia a pressão institucional sobre um problema antigo. O site AeroJota já havia mostrado esse cenário em reportagem anterior. Na ocasião, o aeroporto apareceu como símbolo de abandono, promessas não cumpridas e conflito com o Aeroclube.

A cobrança política muda o peso da crise em Marília
Segundo a nota publicada pela ALESP em 13 de abril de 2026, os deputados estaduais Dani Alonso e Capitão Augusto cobraram fiscalização no Aeroporto Estadual de Marília “Frank Miloye Milenkovich”. A cobrança envolve o contrato com a Rede VOA.
No mesmo material, a Assembleia informa que havia previsão de revitalização e ampliação do terminal existente. Além disso, outras melhorias estavam previstas, com obrigação de investimento de R$ 7,3 milhões.
Esse ponto muda o alcance do caso. Antes, a discussão pública estava mais concentrada no desgaste do terminal, na demora das obras e no atrito com o Aeroclube de Marília. Agora, o impasse também passa a ter cobrança política formal.
Por isso, a pressão aumenta. Ela não recai apenas sobre a concessionária. Também alcança a fiscalização do contrato público.
O novo capítulo se conecta diretamente com a reportagem anterior do site AeroJota
Na reportagem já publicada pelo site AeroJota em 9 de abril de 2026, o site mostrou que o Aeroporto de Marília havia voltado ao centro da discussão. O motivo envolvia sinais de abandono, falta de manutenção e uma reforma prometida que não saiu do papel.
O texto também recordou uma informação importante. Em janeiro de 2025, a Rede VOA havia informado que a reforma do terminal começaria no segundo semestre daquele ano. A entrega, porém, estava prevista até março de 2026. Esse prazo passou sem a conclusão da obra.
Além disso, o site AeroJota destacou que o aeroporto integra o Bloco Sudeste da concessão paulista. A VOA SE SPE S/A assumiu esse bloco em 15 de fevereiro de 2022, por meio do Contrato de Concessão nº 0466/ARTESP/2022.
Os investimentos previstos ajudam a medir o tamanho da cobrança
A cobrança política ganha mais força quando se observa o cronograma de investimentos divulgado pela imprensa local. Em agosto de 2025, o Marília Notícia informou que a deputada Dani Alonso havia se reunido com a ARTESP.
Segundo a publicação, a agência confirmou um cronograma aprovado para o aeroporto. Além disso, o órgão teria indicado a possibilidade de sanções em caso de descumprimento.
A reportagem detalhou previsão de R$ 7,3 milhões em melhorias até 2028. Entre os itens estavam a ampliação do terminal, a adequação de sinalização e a reabilitação da pista de pouso e decolagem.
Na mesma cobertura, o veículo listou valores e etapas. Um dos pontos citados foi o investimento de R$ 3.177.315,65 para revitalização e ampliação do terminal de passageiros em abril de 2026.
Também apareceram aportes para sinalização, monitoramento de acessos, recuperação de iluminação, reabilitação de pavimento, implantação de PAPI, retrofit de sistemas eletroeletrônicos e recuperação de cerca patrimonial.
Dessa forma, os dados ajudam a mostrar que a discussão não gira apenas em torno de uma intenção genérica de investir. Ela envolve um cronograma com itens, datas e cifras.
O foco agora recai também sobre a fiscalização do contrato
A nota da ALESP não trata apenas de obra. O ponto central é a fiscalização. Quando parlamentares cobram cumprimento contratual em um aeroporto regional relevante, o debate muda de escala.
Assim, a discussão deixa de ser apenas operacional. Ela também entra no campo da responsabilização pública.
Em outras palavras, a pergunta já não é só quando a obra vai começar ou terminar. A pergunta também passa a ser quem está fiscalizando o contrato. Além disso, cresce a cobrança sobre quais etapas foram cumpridas e quais medidas podem ocorrer em caso de novo atraso.
Esse aspecto é relevante. A própria cobertura local afirmou que representantes da ARTESP disseram que fiscalizariam o cumprimento do cronograma. Além disso, o órgão poderia aplicar sanções em caso de descumprimento.
Portanto, a nova cobrança dos deputados reforça uma exigência mais objetiva. Agora, a pressão se concentra na transparência sobre o andamento real do contrato.
Marília vira exemplo de como uma crise regional pode escalar institucionalmente
O caso de Marília mostra como a situação de um aeroporto regional pode sair do campo local. Agora, o tema alcança instâncias políticas mais amplas.
A Assembleia Legislativa passou a registrar formalmente a cobrança. Enquanto isso, a imprensa regional detalhou números do cronograma e cobrou acompanhamento mais rigoroso.
Por isso, o novo momento do Aeroporto de Marília é mais sensível. O que antes parecia apenas mais uma obra atrasada agora se transforma em tema de fiscalização política. Além disso, passa a envolver cobrança institucional sobre a execução do contrato de concessão.
O que esperar a partir de agora no Aeroporto de Marília
A partir deste novo capítulo, a tendência é que aumente a cobrança por respostas públicas mais objetivas. Essas respostas devem envolver prazos, execução física das obras e etapas efetivamente concluídas.
Também cresce a expectativa por um posicionamento mais claro sobre a ampliação do terminal. Além disso, os investimentos obrigatórios e o acompanhamento regulatório do contrato entram no centro da discussão.
Tudo isso ganha mais importância em um aeroporto que já vinha sendo apontado como exemplo de abandono. O terminal também virou símbolo de frustração diante de promessas não cumpridas.
No momento, o dado concreto é este: deputados cobram fiscalização no Aeroporto de Marília. A ALESP transformou essa cobrança em registro público. Além disso, o histórico recente do terminal mostra que a pressão não surgiu do nada.
Ela veio depois de atrasos, anúncios não cumpridos e crescente desgaste em torno da situação do aeroporto.






