Museu Aeroespacial Paulista promete uma viagem pela história da aviação brasileira

Jota

7 de julho de 2026

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Quem imagina encontrar apenas aviões expostos em grandes hangares poderá se surpreender ao conhecer o Museu Aeroespacial Paulista (MAPA). O novo espaço, instalado nas imediações do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP), no Campo de Marte, foi concebido para transportar o visitante por diferentes momentos da história da aviação brasileira.

Logo na entrada, a proposta fica evidente. Em vez de um ambiente tradicional, o público é recebido por um espaço totalmente inspirado no universo aeronáutico. Miniaturas de aviões ocupam o chão, as paredes e até o teto. Capacetes, hélices e diversos equipamentos fazem parte da decoração, enquanto um lounge equipado com assentos ejetáveis permite que os visitantes vivenciem uma experiência pouco comum fora das bases aéreas.

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), esse ambiente foi planejado para despertar a curiosidade logo nos primeiros passos da visita e preparar o público para uma imersão na evolução da aviação civil e militar.

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Batizado de Hangar Zero Uno, o primeiro espaço do circuito expositivo funciona como uma área de acolhimento. Mais do que apresentar o museu, ele introduz o visitante ao universo da aviação por meio de objetos históricos e elementos cenográficos.

Entre os destaques está uma exposição composta por 36 fotografias de aeronaves registradas pelo Suboficial Johnson Barros, fotógrafo especializado em aviação. As imagens ocupam uma das paredes do hangar e ajudam a mostrar diferentes momentos da história aeronáutica brasileira.

Além disso, toda a ambientação foi planejada para manter o visitante cercado por referências ao setor aéreo. O resultado é um espaço que desperta o interesse tanto de quem já conhece a aviação quanto de quem está tendo o primeiro contato com esse universo.

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Depois do Hangar Zero Uno, o visitante chega ao Salão Azul. O ambiente recebeu esse nome porque a pintura do chão remete ao céu.

No teto, uma maquete do 14-Bis parece sobrevoar o espaço. Logo ao lado, uma réplica do Santos-Dumont Demoiselle reforça a homenagem ao pioneirismo da aviação.

O salão também reúne uma galeria dedicada aos ex-Comandantes da Aeronáutica. Além disso, presta homenagens a personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do setor.

Uma vitrine exibe diferentes uniformes utilizados ao longo da história, incluindo modelos históricos. Com isso, o espaço mostra que a aviação também se constrói com pessoas, símbolos e memória.

Na sequência da visita, o público encontra o salão “De Bagatelle ao Espaço”. Esse ambiente ajuda a explicar a evolução da aviação, dos primeiros voos à era espacial.

Entre as peças em exposição está outra réplica do 14-Bis, doada pelo paraquedista Luigi Cani. O salão também homenageia os pioneiros do Correio Aéreo Nacional (CAN).

Além disso, uma linha do tempo apresenta marcos importantes da aviação. Assim, o visitante consegue acompanhar parte da evolução tecnológica e operacional das aeronaves ao longo das décadas.

Mais do que reunir objetos históricos, o ambiente conecta diferentes gerações à memória aeronáutica brasileira. Portanto, cada peça ajuda a mostrar como uma conquista abriu caminho para a próxima.

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Fonte: Força Aérea Brasileira
Texto: Tenente Natália Borges / CECOMSAER.
Fotos: Major Iran / GECAMP, CTLA.