Passageiros enfrentaram atrasos, cancelamentos e mudanças de aeroporto; mesmo depois da melhora do tempo, reflexos continuaram na operação
Voos cancelados em Congonhas começaram a mudar os planos de quem chegou ao aeroporto nas primeiras horas deste sábado, 26 de setembro 2026. Nos painéis, horários mudavam enquanto passageiros aguardavam informações sobre viagens que, até pouco antes, pareciam seguir normalmente.
Do lado de fora, a neblina havia reduzido a visibilidade na capital paulista. Mas havia uma particularidade: isso não significava que todos os movimentos haviam parado. Algumas aeronaves continuavam deixando Congonhas, enquanto aviões que deveriam chegar encontravam uma situação bem diferente.
Com o passar das horas, os reflexos começaram a aparecer também longe dali. Só depois os números mostrariam a dimensão daquela manhã complicada.

Neblina em Congonhas afetou principalmente os pousos
Segundo balanço da Aena Brasil, concessionária responsável pelo aeroporto, 27 voos foram cancelados, sendo 12 chegadas e 15 partidas.
As dificuldades começaram nas primeiras horas da operação. Enquanto aeronaves conseguiam deixar Congonhas, aviões que se aproximavam da capital paulista encontravam condições desfavoráveis para completar o pouso.
Um levantamento rápido foir realizado durante a ocorrência apontou que mais de 20 voos foram desviados. Naquele momento, ao menos outros 20 apresentavam atrasos previstos, alguns superiores a duas horas.
Os primeiros pousos começaram a ocorrer por volta das 8h30. Posteriormente, a Aena informou que a situação operacional estava normalizada desde aproximadamente 8h26.
O episódio lembra outra manhã de baixa visibilidade registrada no aeroporto e acompanhada pelo site AeroJota. Em junho, o nevoeiro também afetou as operações em Congonhas, provocando alterações na malha aérea.
Viracopos recebeu aviões que seguiriam para Congonhas
Quando uma aeronave não consegue pousar no aeroporto previsto, uma das alternativas é seguir para outro aeroporto com condições meteorológicas e operacionais adequadas.
Foi exatamente o que aconteceu neste sábado.
O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, recebeu nove voos alternados, dos quais sete tinham Congonhas como destino original. Os outros dois seguiam inicialmente para Guarulhos e Confins.
Para quem estava dentro dessas aeronaves, o desvio significou uma viagem diferente daquela planejada. Além da espera pelo pouso em outro aeroporto, passageiros podem enfrentar posteriormente deslocamentos terrestres, reacomodações ou uma nova etapa aérea.

Cancelamentos atingiram passageiros de diferentes companhias
As condições meteorológicas também obrigaram as empresas aéreas a reorganizarem suas operações.
A Azul informou que teve cinco voos cancelados e dois alternados com destino a Congonhas. A GOL confirmou cancelamentos e alterações, enquanto a LATAM informou atrasos e reacomodação de passageiros afetados.
Não há, até o momento, um balanço oficial consolidado informando quantos passageiros foram impactados em Congonhas.
Por isso, embora os reflexos tenham atingido milhares de pessoas direta ou indiretamente ao longo da malha aérea, não é possível estabelecer um número preciso de passageiros somente a partir da quantidade de voos alterados.
Tempo melhora, mas malha aérea demora a se reorganizar
A melhora da visibilidade não significou que tudo voltou ao normal imediatamente.
Mesmo depois da retomada dos pousos, passageiros ainda encontraram reflexos da manhã complicada. Houve relatos de aeronaves aguardando posições e de demora para desembarque, consequência da concentração de movimentos depois do período de restrição.
Isso acontece porque a operação aérea funciona como uma sequência. Um avião que deveria pousar em Congonhas, mas termina em Viracopos ou outro aeroporto, deixa de estar onde deveria para realizar o próximo voo. Tripulações também podem ficar fora de posição.
Assim, algumas horas de neblina pela manhã podem continuar aparecendo nos painéis de aeroportos muito depois de o céu melhorar.
Para o passageiro que acordou esperando apenas embarcar, chegar ao destino e seguir o dia, esse sábado começou lembrando algo conhecido na aviação: às vezes, a viagem muda antes mesmo de o avião sair do chão.





