Na primeira fase de operação o Aeroporto de Guarujá terá voos com até no máximo 50 passageiros
O Aeroporto de Guarujá terá voos com até 50 passageiros em sua fase inicial de operação, segundo informações divulgadas sobre o avanço das obras no litoral paulista. A limitação chama atenção porque mostra que o novo terminal não deve nascer como um grande aeroporto comercial, mas como uma estrutura regional voltada para aeronaves menores.
A proposta, no entanto, pode ter impacto importante para a Baixada Santista. Afinal, a região concentra turismo, negócios, atividades portuárias e deslocamentos corporativos que hoje dependem principalmente dos aeroportos da capital paulista.

Aeroporto de Guarujá avança após entrega da nova pista
A primeira fase do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá já foi entregue. Essa etapa incluiu a nova pista de pousos e decolagens, pistas de táxi, faixa de pista, drenagem, cercamento operacional e barreiras de proteção de fauna.
A pista tem 1.390 metros de comprimento por 45 metros de largura. Com isso, o aeroporto passa a ter infraestrutura básica para receber aeronaves regionais, desde que cumpra as próximas etapas técnicas e regulatórias.
Cronograma e nome oficial do aeroporto
O nome oficial do empreendimento é Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá. A primeira fase, que incluiu pista, taxiways, drenagem, cercamento operacional e barreiras de proteção de fauna, já foi entregue em abril de 2025. No entanto, a entrega do terminal de passageiros passou a ser prevista para agosto de 2026, segundo a Prefeitura. Depois disso, o aeroporto ainda precisará cumprir etapas técnicas, obter homologação e concluir documentos exigidos para iniciar as operações.
Terminal de passageiros ainda é etapa decisiva
Apesar do avanço da pista, o terminal de passageiros segue como uma das fases mais importantes do projeto. A estrutura prevista é modular e provisória, com área aproximada de 302 m².
O terminal provisório previsto terá cerca de 302 m² e capacidade operacional limitada. Segundo as informações divulgadas, a estrutura poderá receber até 24 passageiros ao mesmo tempo, o que indica uma operação inicial mais enxuta. Portanto, a primeira fase deve atender voos regionais, aviação executiva, táxi aéreo e rotas comerciais de menor demanda.
Voos de até 50 passageiros indicam operação regional
A previsão inicial aponta para aeronaves de categoria regional, como Grand Caravan, Super King Air e ATR 42. Esses modelos ajudam a entender por que os voos devem ter limite aproximado de 50 passageiros.
Na prática, o Aeroporto de Guarujá não deve disputar imediatamente o mesmo perfil de Congonhas, Guarulhos ou Viracopos. Em vez disso, pode funcionar como alternativa regional para ligar a Baixada Santista a outros mercados.
Homologação da ANAC ainda será necessária
Antes de receber voos comerciais regulares, o aeroporto precisará passar por homologação junto à Agência Nacional de Aviação Civil. Essa etapa envolve análise técnica, documentação, segurança operacional e adequação às normas do setor.
Além disso, ainda existem processos ligados ao Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo, ao Plano Diretor Aeroportuário e a sistemas de auxílio à aproximação. Por isso, a operação depende de mais do que a conclusão física das obras.
Aeroporto pode fortalecer turismo e negócios no litoral paulista
O Aeroporto de Guarujá pode ampliar a conectividade da Baixada Santista, especialmente em períodos de alta temporada. A região recebe grande fluxo turístico, mas ainda depende de deslocamentos rodoviários a partir da capital.
Além disso, o aeroporto pode atender demandas ligadas ao Porto de Santos, ao setor náutico, ao turismo de eventos e à aviação executiva. Com o futuro túnel Santos-Guarujá, a integração regional também pode ganhar novo impulso.
Aeroporto de Guarujá terá voos com até 50 passageiros, mas ainda depende de etapas finais
O Aeroporto de Guarujá terá voos com até 50 passageiros apenas depois da conclusão das etapas finais e da aprovação operacional. A obra avança, porém a abertura ao público ainda exige cautela, já que a aviação depende de processos técnicos rigorosos.
Mesmo assim, o projeto representa uma mudança relevante para a infraestrutura aérea do litoral paulista. Se cumprir as próximas fases, Guarujá poderá entrar definitivamente no mapa da aviação regional brasileira.






