Como é o Museu Aeroespacial Paulista? Conheça a experiência criada pela FAB

Jota

7 de julho de 2026

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Quem visita o MAPA encontra aeronaves perfeitamente posicionadas, ambientes organizados e uma exposição pronta para receber o público. No entanto, poucas pessoas imaginam o trabalho realizado nos bastidores para transformar esse projeto em realidade.

Antes mesmo da chegada das aeronaves e do acervo histórico, foi necessário adaptar toda a infraestrutura destinada ao novo museu. Essa missão ficou a cargo do Grupamento de Engenharia de Campanha da Aeronáutica (GECAMP), que mobilizou uma equipe especializada para preparar os espaços.

Durante cerca de um mês, dez militares executaram serviços de demolição, desobstrução de vias, terraplanagem e instalação das estruturas metálicas que hoje sustentam aeronaves, equipamentos militares e diversos objetos históricos distribuídos pelo complexo.

Segundo o Chefe do GECAMP, Major Engenheiro Iran Rosa Xavier, cada etapa exigiu soluções específicas de engenharia para garantir que as peças fossem instaladas com segurança e preservadas adequadamente. Para o oficial, a dedicação e a experiência da equipe foram fundamentais para concluir essa fase do projeto.

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Depois de preparar a estrutura do museu, surgiu outro desafio: levar até o Campo de Marte algumas aeronaves que fariam parte do acervo.

Essa responsabilidade ficou com o Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (CTLA), que iniciou essa operação ainda em 2025.

Ao longo de 82 dias, as equipes percorreram mais de 25 mil quilômetros para transportar dez aeronaves históricas até o Museu Aeroespacial Paulista. Além disso, em diversas ocasiões, os deslocamentos precisaram acontecer durante a noite por causa das grandes dimensões das cargas.

Entre as aeronaves transportadas estão modelos históricos como o Messerschmitt BF 109, o Fokker T-22, o AT-6D, além do T-27 Tucano, T-25 Universal, C-95 Bandeirante e helicóptero AH-2 Sabre.

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Segundo o Diretor do CTLA, Coronel Aviador Rodrigo Colaço Moreira, o transporte do helicóptero AH-2 foi a missão mais complexa de toda a operação.

As dimensões da aeronave ultrapassavam os limites normalmente permitidos para o transporte rodoviário. Por isso, antes da viagem, militares precisaram se deslocar até Lagoa Santa, em Minas Gerais, para realizar adaptações na aeronave.

Assim, eles garantiram que o helicóptero pudesse ser embarcado na carreta utilizada pela Força Aérea.

Além disso, a equipe realizou um reconhecimento completo do trajeto antes da partida. Esse planejamento permitiu identificar possíveis obstáculos ao longo do percurso.

Dessa forma, a equipe reduziu os riscos durante o deslocamento da carga especial.

Por fim, esse trabalho mostra que preservar a história da aviação envolve muito mais do que restaurar aeronaves. Em muitos casos, é preciso realizar uma verdadeira operação logística para que cada peça histórica chegue ao seu destino em segurança.

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A montagem do Museu Aeroespacial Paulista também contou com a participação de diversas Organizações Militares da Força Aérea Brasileira.

Além do GECAMP e do CTLA, unidades como PAMA-SP, PAMA-LS, PAMA-GL, COMGAP, IV COMAR, CECOMSAER, ICEA, GABAER e INCAER colaboraram com equipamentos, mobiliário, peças históricas e apoio técnico para estruturar o novo complexo.

Além disso, o Museu Aeroespacial (MUSAL) participou do planejamento e da idealização do projeto por meio do INCAER. Com isso, a organização do acervo ganhou apoio técnico e histórico.

Esse trabalho conjunto permitiu reunir, em um único espaço, aeronaves, documentos, equipamentos e objetos que ajudam a preservar parte importante da memória aeronáutica brasileira.

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Com capacidade prevista para ocupar dez hangares distribuídos por aproximadamente 100 mil metros quadrados, o Museu Aeroespacial Paulista nasce com a proposta de se tornar um dos cinco maiores museus de aviação militar do mundo.

Mais do que preservar aeronaves históricas, o MAPA pretende aproximar a sociedade da cultura aeronáutica. Para isso, reúne ambientes temáticos, experiências interativas e um acervo capaz de contar diferentes capítulos da história da aviação brasileira.

Ao caminhar pelos salões, observar as aeronaves e conhecer os bastidores de cada exposição, o visitante percebe que cada peça preservada representa muito mais do que um equipamento histórico.

Afinal, ela guarda histórias de inovação, coragem, desenvolvimento tecnológico e do trabalho de milhares de brasileiros que ajudaram a construir a aviação nacional.

Fonte: Força Aérea Brasileira
Texto: Tenente Natália Borges / CECOMSAER.
Fotos: Major Iran / GECAMP, CTLA.

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