Ação integrada entre a Polícia Militar e equipes em solo terminou com a prisão do piloto e a apreensão de 288 quilos de droga, além de uma pistola calibre 9 mm.
A aviação da Polícia Militar voltou a desempenhar um papel importante no combate ao tráfico de drogas no interior de São Paulo. Durante uma operação realizada na terça-feira 30 de junho de 2026, o helicóptero Águia acompanhou um outro helicópero suspeito por dezenas de quilômetros, enquanto equipes em solo montavam um cerco para impedir qualquer tentativa de fuga.
O desfecho da ocorrência só aconteceu após o pouso da aeronave em uma área de mata. A partir desse momento, os policiais descobriram a verdadeira dimensão da operação criminosa e prenderam o piloto envolvido.

Como começou a perseguição aérea
Segundo o Governo do Estado de São Paulo, o helicóptero suspeito havia decolado de Ponta Porã (MS) com destino à capital paulista. Assim que os serviços de inteligência identificaram o voo, a Polícia Militar acionou o helicóptero Águia para iniciar o acompanhamento aéreo.
Durante aproximadamente 40 minutos, o piloto tentou escapar do cerco policial. Entretanto, as equipes mantiveram o monitoramento durante todo o trajeto, enquanto viaturas se deslocavam para a região onde a aeronave poderia pousar.
O que os policiais encontraram após o pouso
Sem alternativas para continuar a fuga, o piloto pousou o helicóptero em uma área de mata no município de Penápolis, no interior paulista. Logo em seguida, tentou fugir a pé, mas os policiais conseguiram alcançá-lo e efetuaram a prisão em flagrante.
Na vistoria da aeronave, as equipes localizaram 288 quilos de pasta base de cocaína, distribuídos em diversos volumes. Além da droga, os agentes apreenderam uma pistola calibre 9 mm que estava com o piloto.

Helicóptero Águia foi decisivo durante toda a operação
Durante toda a perseguição, a tripulação do Águia manteve contato visual com a aeronave suspeita e repassou informações em tempo real às equipes em solo. Dessa forma, os policiais conseguiram fechar o cerco e reduzir as possibilidades de fuga.
Esse tipo de integração entre a aviação policial e as equipes terrestres aumenta a eficiência das operações. Além disso, permite acompanhar deslocamentos rápidos e coordenar as abordagens com maior precisão.
Embora ocorrências desse tipo sejam frequentemente associadas às missões da Força Aérea Brasileira (FAB), esta operação ocorreu no âmbito da segurança pública estadual e foi conduzida pela Polícia Militar de São Paulo.
Polícia Civil dará continuidade às investigações
Agora, a Polícia Civil busca identificar a origem da droga, os responsáveis pelo transporte e o destino final da carga, que seguiria para a capital paulista.
Além disso, os investigadores trabalham para esclarecer toda a logística utilizada pelos criminosos, desde a decolagem em Mato Grosso do Sul até a interceptação no interior de São Paulo.
A apreensão reforça a importância do emprego da aviação policial no combate ao tráfico de drogas e demonstra como a integração entre aeronaves e equipes terrestres pode ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança.
Fonte: Governo do Estado de São Paulo.






