Rio Grande do Sul vai transferir aeroporto de Capão da Canoa para Maquiné após acordo de R$ 43 milhões
O aeroporto de Capão da Canoa será transferido para Maquiné após um acordo firmado pelo Governo do Rio Grande do Sul. A mudança prevê a construção de um novo aeródromo com pista asfaltada, hangar, heliponto e instalações para a Brigada Militar.
A decisão envolve uma complexa permuta de imóveis, investimentos superiores a R$ 21 milhões e promete alterar completamente a estrutura utilizada atualmente pela Brigada Militar e pela aviação geral na região. Além disso, o projeto pretende oferecer mais segurança operacional e melhores condições para treinamentos aéreos.

Novo aeroporto substituirá o atual aeródromo de Capão da Canoa
O Governo do Rio Grande do Sul aprovou um acordo de permuta com a empresa Capão Um Empreendimento Imobiliário para viabilizar a construção de um novo aeroporto em Maquiné, município localizado a poucos quilômetros de Capão da Canoa.
Na negociação, o Estado entregará a área onde funciona atualmente o aeródromo de Capão da Canoa, localizada às margens da RS-407, avaliada em R$ 10,43 milhões. Também fará parte da operação um terreno estadual situado no bairro Boa Vista, em Porto Alegre, estimado em R$ 11,60 milhões.
Em contrapartida, a empresa repassará um terreno em Maquiné, avaliado em R$ 4,82 milhões, além de investir aproximadamente R$ 21 milhões na construção do novo complexo aeroportuário. Segundo as informações divulgadas, a construtora ainda abriu mão de cerca de R$ 3,81 milhões para viabilizar o equilíbrio financeiro da negociação.
Como será o novo aeroporto em Maquiné
O novo aeródromo deverá representar uma evolução significativa em relação à infraestrutura existente atualmente em Capão da Canoa.
Entre as melhorias previstas estão:
- pista totalmente asfaltada;
- novo hangar;
- heliponto;
- alojamentos;
- salas administrativas;
- instalações do Centro de Formação Aeropolicial (CFAER) da Brigada Militar.
Hoje, o aeródromo utilizado pela corporação possui pista de grama, característica que limita parte das operações e exige cuidados adicionais durante determinadas condições meteorológicas.
Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar a segurança operacional, facilitar as atividades de instrução e oferecer melhores condições para as operações aéreas desenvolvidas pela Brigada Militar.
Segurança operacional pesou na decisão
Um dos principais argumentos apresentados para justificar a mudança envolve justamente a segurança dos voos.
Segundo a Brigada Militar, a nova localização permitirá reduzir riscos operacionais durante treinamentos e facilitará exercícios de pouso próximos às áreas de água existentes na região de Maquiné.
Além disso, o debate ganhou força após o acidente envolvendo uma aeronave ocorrido nas proximidades do atual aeródromo de Capão da Canoa, em abril deste ano. Embora as causas daquele acidente sejam objeto de investigação, o episódio reforçou a necessidade de modernizar a infraestrutura utilizada pela corporação.
Obras dependem da autorização da ANAC
Apesar do acordo já aprovado pelo Governo do Estado, a construção do novo aeroporto ainda depende das etapas regulatórias previstas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Somente após a emissão das autorizações necessárias será possível iniciar as obras.
A previsão é que a construção dure aproximadamente 18 meses. No entanto, o prazo começará a contar somente após a liberação das obras.
Além disso, o governo estadual só entregará a atual área aeroportuária depois da conclusão do novo aeródromo.
A nova estrutura também deverá estar pronta e autorizada para entrar em operação. Dessa forma, a expectativa é evitar a interrupção das atividades aéreas durante a transferência entre Capão da Canoa e Maquiné.





