Primeiro hangar do Museu Aeroespacial Paulista entra em operação

Jota

2 de julho de 2026

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A criação do Museu Aeroespacial Paulista (MAPA) acaba de dar mais um passo importante. Nesta sexta-feira dia 03 de junho de 2026, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizará a ativação do Hangar I, primeira estrutura concluída do futuro complexo museológico que está sendo implantado no Campo de Marte, na zona norte da capital paulista.

Embora o espaço ainda não seja aberto à visitação pública, a cerimônia representa um marco na evolução do projeto. Além disso, demonstra que a iniciativa começa a sair do papel e entra em uma nova etapa de desenvolvimento, consolidando a proposta de transformar São Paulo em um dos principais polos de preservação da memória aeronáutica brasileira.

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O Hangar I foi concebido como o primeiro ambiente funcional do Museu Aeroespacial Paulista. Com aproximadamente 200 metros quadrados, o espaço receberá reuniões, apresentações institucionais e eventos ligados ao desenvolvimento do projeto.

Entretanto, sua ativação não significa a abertura oficial do museu ao público. Nesta primeira etapa, a cerimônia será restrita a autoridades, convidados e representantes da imprensa. Ainda assim, a ocasião deverá apresentar os próximos passos da implantação do complexo, incluindo o cronograma das futuras fases da obra.

Quando estiver concluído, o Museu Aeroespacial Paulista contará com um dos maiores acervos aeronáuticos do Brasil. O projeto prevê a exposição de mais de 80 aeronaves históricas, distribuídas entre exemplares pertencentes à FAB e aeronaves cedidas pelo Museu Asas de um Sonho.

O acordo firmado entre as instituições prevê a cessão, em regime de comodato, de até 40 aeronaves da coleção criada por Rolim Amaro. Entre as primeiras peças já destinadas ao novo museu estão exemplares históricos como o Vought F4U Corsair e o Messerschmitt Bf 109, ambos reconhecidos internacionalmente por sua importância na história da aviação militar.

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O conceito do MAPA não se limita à exposição de aviões históricos. Pelo contrário, o projeto pretende oferecer uma experiência imersiva ao visitante.

Para isso, o museu deverá reunir simuladores de voo, recursos multimídia, exposições interativas e espaços educativos. Assim, o público poderá conhecer melhor a história da aviação e do setor aeroespacial brasileiro.

Além disso, o Hangar I já apresenta parte dessa proposta. O espaço conta com aeronaves em exposição, objetos históricos do acervo institucional da FAB e um mural artístico exclusivo.

Com essa estrutura, o complexo busca se tornar uma referência nacional na preservação do patrimônio aeronáutico. Ao mesmo tempo, também pretende ampliar o acesso à cultura aeronáutica.

A escolha do Campo de Marte também tem forte valor simbólico. Afinal, o aeroporto participa da história da aviação paulista desde as primeiras décadas do século XX.

Além disso, o local segue como um dos principais centros da aviação geral no país. A região também abriga organizações da Força Aérea Brasileira, como o Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP).

Dessa forma, a instalação do museu reforça a vocação histórica do complexo aeronáutico. Ao mesmo tempo, amplia sua importância cultural para a cidade de São Paulo.

MAPA amplia o trabalho iniciado pelo MUSAL

O Museu Aeroespacial Paulista também amplia uma iniciativa já consolidada da Força Aérea Brasileira. Por meio do Museu Aeroespacial (MUSAL), no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, a FAB preserva há décadas a história e a cultura da aviação no país.

Além disso, o MUSAL participa do planejamento e da idealização do MAPA desde as fases iniciais. Com isso, o novo museu nasce apoiado pela experiência técnica de uma instituição que já atua na preservação da memória aeronáutica brasileira.

A participação do Museu Aeroespacial também reforça o papel do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER). Afinal, o órgão coordena ações voltadas à preservação histórica da Aeronáutica e contribui diretamente para a estruturação do novo complexo museológico em São Paulo.

Dessa forma, o MAPA não surge como uma iniciativa isolada. Pelo contrário, ele se conecta ao trabalho já desenvolvido pela FAB no Rio de Janeiro e amplia a presença da memória aeronáutica em outra região estratégica do país.

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O Museu Aeroespacial Paulista nasceu da parceria entre a Força Aérea Brasileira e a Associação dos Amigos do Museu Aeroespacial Paulista (AMAPA). A entidade também participa da formação do acervo ligado ao Museu Asas de um Sonho.

Segundo a FAB, o objetivo é criar um espaço permanente para preservar a história da aviação brasileira. Por isso, o projeto reunirá aeronaves, documentos, motores, equipamentos históricos e experiências educativas.

Além de valorizar o patrimônio aeronáutico nacional, o MAPA deverá fortalecer o turismo cultural. Também deverá aproximar novas gerações da história da aviação civil, militar e aeroespacial brasileira.

Por fim, a previsão é que o museu avance em etapas. A abertura completa ao público está prevista para 2027.

Assista à história ganhando Asas na Live de ativação do Museu Aeroespacial Paulista
Nesta sexta, a partir das 17h, no canal da FAB no YouTube

Fonte: Força Aérea Brasileira
Texto: Capitão Emília/CECOMSAER
Fotos: CECOMSAER